Fábia Oliveira

Zé e Castela: “block” em redes levanta debate sobre limites emocionais

Especialistas explicam quando o bloqueio nas redes sociais pode representar autocuidado e proteção emocional

atualizado

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Ana Castela e Zé Felipe- Metrópoles
1 de 1 Ana Castela e Zé Felipe- Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes sociais

Uma fala de Zé Felipe durante um show ganhou repercussão nas redes sociais nos últimos dias. Ao comentar sobre Ana Castela, o cantor afirmou que foi bloqueado pela artista em todas as plataformas digitais. A declaração rapidamente viralizou e abriu espaço para discussões sobre afastamentos emocionais, limites afetivos e a forma como as relações têm sido conduzidas no ambiente virtual.

O ato de bloquear alguém nas redes sociais ainda costuma ser interpretado como rejeição, mágoa ou imaturidade. No entanto, especialistas em comportamento emocional afirmam que, em muitos casos, a atitude pode estar relacionada à necessidade de preservação psicológica e encerramento de ciclos desgastantes.

Para a terapeuta Glaucia Santana, relações marcadas por instabilidade emocional tendem a gerar impactos profundos na saúde mental, principalmente em pessoas com apego ansioso. “Apego ansioso não é excesso de amor. É um sistema nervoso tentando encontrar segurança em alguém que, muitas vezes, só oferece instabilidade”, explicou.

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Ana Castela e Zé Felipe em novo registro
Ana Castela e Zé Felipe
Zé Felipe e Ana Castela
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Segundo ela, vínculos intermitentes podem provocar uma espécie de dependência emocional justamente pela alternância entre aproximação e afastamento “Relacionamentos intermitentes viciam porque alternam dor e recompensa. O cérebro passa a perseguir migalhas emocionais como se fossem provas de amor”, afirmou.

A especialista também alerta para os riscos de abandonar a própria individualidade em nome da validação afetiva. “Quando uma mulher se abandona para ser escolhida, ela não está vivendo amor. Ela está tentando sobreviver emocionalmente”, disse.

Glaucia reforça ainda que a preservação emocional deve ser prioridade em qualquer relação: “Perder alguém não pode ser mais assustador do que perder a si mesma”.

A psicóloga clínica Anastacia Cristina Macuco Brum Barbosa, especialista em saúde da mulher, destaca que o bloqueio nem sempre está ligado à raiva ou vingança. A profissional explica que a atitude pode representar uma tentativa legítima de proteção emocional.

“Muitas vezes o bloqueio funciona como uma forma de proteção emocional. Nem todo afastamento é imaturidade ou raiva. Às vezes, é um limite necessário para preservar a saúde mental, especialmente quando a relação gera sofrimento, ansiedade ou desgaste emocional”, ressaltou.

Segundo Anastacia, a necessidade de interromper contatos também depende da forma como cada pessoa lida emocionalmente com determinadas relações.

“Existem situações em que o diálogo ainda é possível e saudável. Mas existem outras em que o afastamento é a forma mais madura de interromper ciclos que machucam. Nem todo mundo consegue manter contato sem continuar alimentando emoções difíceis”, explicou.

A psicóloga ainda destaca que insistir em contato após um bloqueio pode acabar ampliando o desgaste emocional entre as partes.

“O bloqueio é uma forma de comunicar um limite emocional. Quando alguém decide bloquear, geralmente está tentando criar distância para conseguir lidar melhor com aquilo que sente. Insistir em contato por outros meios pode ser uma invasão emocional e dificultar ainda mais esse processo”, afirmou.

Para a especialista, a dificuldade em aceitar o bloqueio acontece porque muitas pessoas associam o gesto automaticamente à rejeição pessoal.

“Muitas vezes o bloqueio é associado à rejeição ou punição. Mas, psicologicamente, ele nem sempre fala sobre o outro. Às vezes, fala sobre a necessidade de quem bloqueou de se reorganizar emocionalmente. A gente precisa aprender que nem todo afastamento é vingança. Muitas vezes, é autocuidado”, concluiu.

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