Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Fábia Oliveira

Willer Tomaz move queixa-crime contra Fábio Porchat após vídeo no Revelando

No documento ao qual a coluna teve acesso, o advogado sustenta que o humorista cometeu os crimes de calúnia e difamação nas declarações

21/10/2026 17:53
Instagram/Reprodução
"Uma tragédia", desabafa Fábio Porchat após acidente em teatro - Metrópoles

A coluna Fábia Oliveira descobriu, com exclusividade, que Willer Tomaz apresentou, nesta terça-feira (20/10), uma queixa-crime contra Fábio Porchat. No documento ao qual a coluna teve acesso, o advogado sustenta que o humorista cometeu os crimes de calúnia e difamação nas declarações feitas no episódio “República das Laranjas” da série Revelando. O vídeo foi publicado no Youtube na própria terça-feira.

Tomaz expôs que, ao longo de 31 minutos, Fábio o acusou de ser investigado por lavagem de dinheiro, afirmou que ele teria dividido uma conta bancária da Alcazar Holdings com o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro e que seria sócio de Daniel Vorcaro. Na produção, o comediante também comentou a relação do advogado com apostas online e uma disputa com o jogador Richarlison acerca de uma ilha.

Receba no seu email as notícias da coluna Fábia Oliveira

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Além de rebater as declarações, Willer alegou que Porchat “requentou” fatos que haviam sido objeto de reportagem anterior e que ignorou as contestações já apresentadas publicamente sobre os fatos. Ele afirmou ter sido a “peça escolhida” pelo artista para ligar Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro.

Willer Tomaz move queixa-crime contra Fábio Porchat após vídeo no Revelando - destaque galeria
5 imagens
Willer Tomaz
"Uma tragédia", desabafa Fábio Porchat após acidente em teatro
O advogado Willer Tomaz
Willer Tomaz move queixa-crime contra Fábio Porchat após vídeo no Revelando - imagem 5
Fábio Porchat levará espetáculo dos teatros ao streaming
1 de 5

Fábio Porchat levará espetáculo dos teatros ao streaming

Reprodução/Redes sociais
Willer Tomaz
2 de 5

Willer Tomaz

Rafaela Felicciano/Metrópoles
"Uma tragédia", desabafa Fábio Porchat após acidente em teatro
3 de 5

"Uma tragédia", desabafa Fábio Porchat após acidente em teatro

Instagram/Reprodução
O advogado Willer Tomaz
4 de 5

O advogado Willer Tomaz

Reprodução
Willer Tomaz move queixa-crime contra Fábio Porchat após vídeo no Revelando - imagem 5
5 de 5

O advogado sustentou que Fábio Porchat apresentou investigações em andamento como se já estivessem concluídas e apresentou como comprovado seu envolvimento em uma rede criminosa. Classificou as imputações a seu respeito como falsas e disse não ser acusado de lavar dinheiro de aposentados ou por meio de apostas. Afirmou ter apostado valores próprios e declarados e negou ter sociedade ou vínculo financeiro com o candidato à Presidência da República. Negou, ainda, ter relação com as festas privadas realizadas pelo banqueiro.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Tomaz pediu que Porchat seja condenado pela prática dos crimes contra a honra de calúnia e difamação, e pleiteou o pagamento de uma reparação por danos de, no mínimo, R$ 50 mil.

A produção

O episódio controverso faz parte da série jornalística Revelando e buscou detalhar as supostas conexões entre Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro e outros personagens de poder. A série conta com outros episódios protagonizados por pessoas públicas como Juliette, Camila Pitanga, Wagner Moura, Luana Piovani e Samara Felippo. O projeto reúne milhões de visualizações no Youtube e no Instagram.

No episódio divulgado na terça-feira, Fábio Porchat abordou suspeitas envolvendo o presidenciável Flávio Bolsonaro, o banqueiro Daniel Vorcaro e o querelante da ação, Willer Tomaz. O comediante abordou possíveis conexões financeiras, empresarias e pessoais entre os agentes.

Inquérito no STF

No dia 18 deste mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu um inquérito para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Tomaz, suas empresas e o senador e candidato Flávio Bolsonaro. O ministro Alexandre de Moraes foi sorteado relator do inquérito.