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Virginia: especialistas explicam possíveis causas da barriga estufada
Em seu último ensaio técnico, a influenciadora chamou atenção por sua barriga aparentemente estufada; especialistas falaram do assunto
atualizado
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A participação de Virginia Fonseca em um desfile recente movimentou as redes sociais. Entre elogios ao visual e à silhueta, um detalhe chamou atenção do público: a barriga aparentemente mais estufada. As imagens rapidamente geraram comentários e levantaram questionamentos sobre o que poderia explicar o volume abdominal e até uma suposta gravidez.
Especialistas ouvidos pela coluna Fábia Oliveira explicam que abdômen projetado nem sempre está relacionado a ganho de gordura. Alterações musculares, questões intestinais e até o excesso de exercícios físicos podem influenciar o aspecto da região.
O cirurgião plástico Marco Cassol afirma que uma das hipóteses possíveis, especialmente em mulheres que já passaram por gestação, é a diástase abdominal. “A diástase abdominal é uma condição em que há afastamento dos músculos retos do abdômen, algo comum após gravidez, oscilações de peso ou até por predisposição genética”, disse ele.
E completou: “Quando isso acontece, a parede abdominal perde parte da sustentação e a barriga pode aparentar estar mais estufada, principalmente ao final do dia ou após refeições. Mesmo em pacientes magras e com rotina de treino, a diástase pode causar esse aspecto mais projetado do abdômen, porque não se trata de gordura, mas de uma questão estrutural da musculatura”, explicou.
Virginia é mãe de três filhos, o que torna a hipótese ainda mais plausível do ponto de vista clínico. A diástase pode persistir mesmo com prática regular de atividade física, dependendo do grau de afastamento muscular.
Causas digestivas
Já o médico gastroenterologista Michel Fernandes destaca que causas digestivas são extremamente comuns quando o assunto é barriga estufada.
“Nem toda distensão abdominal está relacionada à musculatura. Muitas vezes falamos de alterações intestinais, como excesso de gases, intolerâncias alimentares, constipação, retenção de líquido ou desequilíbrio da microbiota. Situações de estresse também impactam diretamente o funcionamento do intestino e podem provocar inchaço visível, mesmo em pessoas com alimentação equilibrada”, esclareceu.
Segundo ele, o consumo elevado de alimentos fermentáveis, mudanças bruscas na dieta e até a rotina corrida podem alterar o ritmo intestinal e favorecer o estufamento ao longo do dia. “Antes de qualquer conclusão estética, é importante avaliar hábitos alimentares, funcionamento do intestino e histórico clínico. Muitas vezes é algo funcional e transitório”, acrescentou Michel Fernandes.
Exercícios físicos
Outro ponto levantado por especialistas é o impacto do excesso de exercícios físicos. Felipe Cesar, médico do esporte e nutrólogo do Espaço Hi, em São Paulo, explica que treinar além do limite também pode alterar o aspecto do abdômen. “
Exercício é fundamental para a saúde, mas excesso sem recuperação adequada pode gerar aumento de cortisol, que é o hormônio do estresse. Níveis elevados de cortisol favorecem retenção de líquido, distensão abdominal e alterações no trânsito intestinal. Além disso, treinos muito intensos podem provocar sobrecarga da musculatura abdominal, levando a um aspecto de estufamento temporário”, afirmou.
Ele destaca ainda que algumas pessoas desenvolvem hipertrofia associada à tensão constante da parede abdominal. “Quando há excesso de estímulo e pouco descanso, pode ocorrer uma rigidez da musculatura que também interfere no contorno do abdômen”, completou.
O episódio reacende um debate importante nas redes sociais: nem toda mudança corporal está ligada a descuido ou alteração estética permanente. O volume abdominal pode ter causas hormonais, musculares ou digestivas, muitas vezes temporárias.
Mais do que especulações, especialistas reforçam a importância de uma avaliação individualizada. O corpo feminino passa por transformações ao longo da vida, especialmente após a maternidade, e o abdômen pode refletir essas mudanças sem que isso represente necessariamente um problema de saúde.











