Fábia Oliveira

Virginia e Vini Jr.: especialistas analisam pomada íntima e antidoping

Ao comentar sobre o uso de pomada íntima, a influenciadora afirmou que precisa avisar o namorado para evitar qualquer risco em exames

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

virginia-compartilha-fotos-com-vini-jr-e-chama-atencao-com-legenda
1 de 1 virginia-compartilha-fotos-com-vini-jr-e-chama-atencao-com-legenda - Foto: null

Uma declaração recente de Virginia Fonseca reacendeu um debate pouco discutido fora dos consultórios médicos. Ao comentar sobre o uso de pomada íntima, a influenciadora afirmou que precisa avisar o namorado, o jogador de futebol Vini Jr., para evitar qualquer risco em exames antidoping.

O alerta, que chamou atenção nas redes, não é exagero, segundo ginecologistas e farmacêuticos ouvidos pela coluna Fábia Oliveira. O ponto central está na composição de algumas pomadas íntimas, especialmente aquelas que contêm hormônios, como a testosterona, e no impacto que esses produtos podem ter tanto na saúde vaginal quanto em quem mantém contato direto com a usuária.

Para o ginecologista Dr. César Patez, a fala de Virginia ajuda a trazer luz a um tema que costuma ser negligenciado. “Pomadas íntimas não são cosméticos comuns. Muitas têm ativos que alteram o pH vaginal e outras que são absorvidas pela pele. Em casos específicos, essas substâncias podem ser transferidas por contato íntimo e gerar consequências clínicas e até esportivas”, explicou ele.

Virginia e Vini Jr.: especialistas analisam pomada íntima e antidoping - destaque galeria
5 imagens
Virginia e Vini Jr.
Virginia Fonseca e Vini Jr. posam durante noitada em Madri, na Espanha
Virginia Fonseca e Vini Jr. assumiram o namoro no fim de outubro
Virginia Fonseca ganha beijo do namorado, Vini Jr.
Virginia se declara e celebra três meses de namoro com Vini Jr.
1 de 5

Virginia se declara e celebra três meses de namoro com Vini Jr.

Reprodução/Instagram @virginia
Virginia e Vini Jr.
2 de 5

Virginia e Vini Jr.

Reprodução/Redes sociais.
Virginia Fonseca e Vini Jr. posam durante noitada em Madri, na Espanha
3 de 5

Virginia Fonseca e Vini Jr. posam durante noitada em Madri, na Espanha

Instagram/Reprodução
Virginia Fonseca e Vini Jr. assumiram o namoro no fim de outubro
4 de 5

Virginia Fonseca e Vini Jr. assumiram o namoro no fim de outubro

Instagram/Reprodução
Virginia Fonseca ganha beijo do namorado, Vini Jr.
5 de 5

Virginia Fonseca ganha beijo do namorado, Vini Jr.

Instagram/Reprodução

A ginecologista Deborah Coelho destacou que o primeiro risco está na alteração do equilíbrio natural da vagina: “Algumas mulheres têm o pH vaginal mais ácido, outras mais alcalino. Quando a flora vaginal está modificada, essa alteração de pH favorece candidíase, vaginose bacteriana, que costuma causar odor fétido, além de corrimentos e leucorreia. Muitas pacientes entram em quadros de recorrência justamente por uso inadequado de pomadas”, afirmou.

Segundo a médica, o problema não se limita à mulher. “Se o parceiro tem algum tipo de alergia ou se associa o uso da pomada a preservativos com lubrificantes, pode ocorrer uma mudança de pH tanto no homem quanto na mulher. Isso pode perpetuar candidíase, vaginoses e até facilitar infecções sexualmente transmissíveis”, alertou.

Deborah reforçou que a escolha do produto nunca deve ser feita sem avaliação médica. “Antes de usar qualquer pomada íntima, a mulher precisa procurar o ginecologista, avaliar se a flora vaginal está preservada, se existe alguma DST ou infecção recorrente. A pomada modifica o pH e pode causar alergia tanto na mulher quanto no homem”, disse.

Quando a fórmula envolve hormônios, o cuidado precisa ser redobrado: “A testosterona, por exemplo, é absorvida pela pele. Se a mulher usa pomada de testosterona na região íntima ou na raiz da coxa, o contato com o parceiro pode levar à absorção dessa substância. Em exames, isso pode aparecer nos níveis séricos dele”, explicou a ginecologista.

Dr. César Patez ressaltou que, no caso de atletas profissionais, esse risco não pode ser ignorado. “Em esportes com controle rigoroso de dopagem, qualquer exposição inadvertida a hormônios pode gerar resultados positivos. Por isso, a comunicação entre o casal e a orientação médica são fundamentais”, afirmou.

A farmacêutica Jamunna Abrantes, conhecida como Dra. Unna, pesquisadora e especialista em desenvolvimento de suplementos e cosméticos de alta performance, explicou também que o problema está diretamente ligado à tecnologia da formulação.

“Pomadas íntimas hormonais utilizam bases que facilitam a absorção transdérmica. Essas bases são lipofílicas e pensadas para atravessar a barreira da pele, levando o ativo para a corrente sanguínea”, detalho.

Segundo ela, é justamente esse mecanismo que pode gerar alerta em exames antidoping: “Mesmo sendo de uso tópico, a substância pode atingir níveis detectáveis no sangue. Em atletas, isso pode ser interpretado como uso sistêmico, o que configura risco real em testes oficiais”, explicou Dra. Unna.

A repercussão da fala de Virginia Fonseca mostra que o tema vai além da intimidade e do autocuidado. Em tempos de alta performance esportiva e maior atenção à saúde íntima, informação e orientação profissional fazem toda a diferença.

“Pomada íntima não é produto de uso livre. É tratamento, exige indicação, avaliação do pH vaginal e análise da rotina da paciente e do parceiro”, conclui Dr. César Patez.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comFábia Oliveira

Você quer ficar por dentro da coluna Fábia Oliveira e receber notificações em tempo real?