Ronnie Von lamenta a morte de Benito di Paula e desabafa: “Muito injusto”.
O cantor e apresentador Ronnie Von relembrou a amizade com Benito di Paula, que morreu neste domingo (18/10) aos 84 anos
O apresentador e cantor Ronnie Von se manifestou sobre a morte do músico Benito de Paula, aos 84 anos. Em um desabafo enviado à coluna Fábia Oliveira, o artista relembrou os anos de amizade com o pianista. Ele lamentou que o colega, sucesso nos anos 70 e 80, estivesse vivendo um momento de “quase ostracismo” e disse que o país “não tem memória”.

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Para Ronnie Von, o amigo foi um gigante da música. “Eu queria pedir licença pra falar da passagem de um amigo meu. Hoje eu li, inclusive, na rede social que ele foi um gigante. Tudo bem. Ele deveria ter continuado um gigante, mas isso é praticamente impossível num país que não tem memória”, lamentou Ronnie Von.
“Eu estou falando de Benito di Paula. Talvez tenha sido eu, a primeira pessoa que gravou uma música que ele fez, quando ainda era Odair Veloso. Convivemos durante algum tempo juntos no mesmo escritório. Nós éramos: Elis Regina, Benito di Paula, eu e Roberto Carlos.”
O cantor e apresentador seguiu, afirmando que Benito de Paula era um dos artistas mais procurados para shows na época. “De todos nós, ele era o cachê mais alto. Mais alto. Não tinha data, era uma loucura. E de repente vive esse quase ostracismo. Isso é muito injusto com o artista”, apontou.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“É muito injusto com aqueles que trouxeram tanta alegria para todos nós. Vai em paz, meu irmão. Agora estava na hora já de você ser reconhecido. Não dessa forma, mas é uma forma. Um beijo pra você, Benito”, encerrou Ronnie Von.
Luto
O cantor Benito di Paula morreu neste domingo (18/10) aos 84 anos, no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, em decorrência de um câncer. O artista lutava contra a doença havia aproximadamente um ano. A informação foi confirmada pela assessoria do músico, que também pontuou que a morte aconteceu por volta das 20h.
“Ao longo da carreira, emplacou canções que se tornaram clássicos populares e consolidou uma obra reconhecida por sua personalidade artística”, diz o comunicado. “Sua partida deixa uma lacuna na música brasileira e encerra a trajetória de um artista que marcou a história do samba e da canção popular no país”, escreveu em comunicado.














