Rodrigo Fagundes fala sobre eleição e a nova etapa de seu personagem.
O ator conversou com a coluna, com exclusividade, durante Festival de Cinema do Rio, e rasgou elogios à Tatá Werneck, sua parceira de novela
Rodrigo Fagundes iniciou uma nova fase de Nicolau, seu personagem em Quem Ama Cuida, que está abordando o espiritismo e, em uma conversa exclusiva com a coluna Fábia Oliveira, revelou como o tema está sendo tratado. No bate-papo, ele ainda comentou sobre as eleições e o trabalho ao lado de Tatá Werneck.
A entrevista aconteceu, na sexta-feira (9/10), durante Festival de Cinema do Rio: “O cinema brasileiro é, e sempre vai ser, muito importante. Tomara que não impeçam o Festival de Cinema. A cultura é uma coisa muito importante e o cinema é nossa história, tá ligado à educação, à cultura e à formação”, começou.

Receba no seu email as notícias da coluna Fábia Oliveira
Frequência de envio: Diário
Ver todasVoto em Lula
Em seguida, ele explicou: “Então, se a gente não se unir pra explicar pras pessoas. Eu vou votar no Lula, falo isso nas redes sociais e sou incrivelmente atacado. Eu começo a conversar com as pessoas que votam do outro lado e quando começo a falar com uma certa educação, com gentileza com eles…”, afirmou, antes de completar:
“Primeiro eu pergunto ‘por que você me acompanha na rede social se não gosta do meu posicionamento?’, vai virando uma conversa um pouco mais civilizada e é onde eu deposito minha esperança, na conversa. Eu respeito as opiniões de outras pessoas, não quero forçar ninguém a mudar de lado, nada disso, mas é só enxergar o que um faz e o outro pretende fazer“, disse.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO personagem
Logo depois, Rodrigo Fagundes comentou sobre os desafios da teledramaturgia: “Novela é uma surpresa. Cada semana a gente vai recebendo as situações do personagem e, assim, eu sou católico, mas sempre flertei com o espiritismo”, declarou.
E contou algo pessoal: “Eu passei por algumas tragédias pessoais, perdi mãe e tias num espaço muito curto de tempo, em cinco anos perdi quatro mulheres muito importantes na minha vida, e comecei a me ligar muito mais no espiritismo talvez por uma falta delas, talvez por uma escolha de querer acreditar que tem alguma coisa depois daqui”, apontou.
Na sequência, o ator babou por Nicolau: “E aí, vem esse personagem. Já é um personagem tão lindo na questão do afeto, na questão da amizade com a Brigitte, a Tatá, e, assim, a gente está lidando com coisas muito sérias”, observou.
Ajuda de especialista
Na conversa, ele recordou o conselho de um veterano: “O Tony Ramos falou um dia ‘a gente tem que fazer com seriedade, com respeito e o mínimo de leveza’ porque está na casa do Brasil inteiro e o Brasil é muito grande”, analisou.
No set, o elenco conta com um especialista no assunto: “A gente tem um responsável, um espírita, o Marcelo que fica lá com a gente pra acompanhar se a gente falar algum termo errado, se tiver alguma expressão que a gente não domina. Tudo muito bem cuidado”, opinou.
Rodrigo Fagundes aproveitou para falar do sucesso da trama: “Está chegando muito no coração das pessoas porque fala de relacionamento, saudade, afeto e isso é muito bonito. A ideia de você escolher acreditar que tem alguma coisa depois daqui cada vez mais me fascina”, afirmou.
Parceria com Tatá Werneck
Questionado sobre a parceira de cena, ele derreteu-se: “A Tatá é genial. Tinha que ter uma pra cada pessoa. Ela é genial, generosa. Já a conhecia há muitos anos, ela sempre me acompanhou no teatro, eu acompanhei ela, mas a gente não era próximo”, detalhou.
E finalizou: “Agora com a novela a gente ficou mais próximo. Eu aprendo com ela, ela me dá piada, ela brinca, ri. Ela é feliz no set. O dia com ela é maravilhoso”, concluiu.















