
Fábia OliveiraColunas

Rafa Kalimann se pronuncia após expor abandono de Nattan: “Distorcida”
Segundo ela, cortes do documentário compartilhados na internet criaram uma “narrativa distorcida” sobre o relacionamento dos dois
atualizado
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Rafa Kalimann usou as redes sociais nesta quarta-feira (13/5) para se pronunciar após a repercussão de suas falas sobre sua gestação no documentário Tempo Para Amar. Segundo ela, cortes compartilhados na internet criaram uma “narrativa distorcida” sobre o relacionamento com Nattan.
“Eu não fui abandonada. E eu vim aqui pra gente conversar um pouco sobre isso, sobre o documentário, justamente porque eu idealizei ele para que gerasse conversa e apoio para famílias que passam ou passaram pela maternidade. Um documentário muito específico e direcionado para esse tema”, começou ela.
E continuou: “E ontem, eu vi vários cortes dele acontecendo na internet com uma narrativa super distorcida. Inclusive, eu trago isso no primeiro episódio, eu falo como isso acontece com frequência na minha vida e como eu não quero continuar lidando com essas narrativas distorcidas”.
Rafa também comentou a repercussão sobre a indução do parto de Zuza.
“Até vi alguma coisa sobre indução de parto e também acho que vale trazer para vocês essa informação que ela é importante, mas eu quero que vocês assistam ao episódio inteiro, tá? Que a Zuza nasceu com 41 semanas e um dia. A gente optou pela indução de parto porque estava chegando a 41 semanas e começa a ser preocupante e arriscado para o bebê. Então a decisão da indução parte daí, por proteção à Zuza. Mas enfim, assistam o episódio todo e eu vou trazer um outro tema aqui que eu acho que é importante a gente conversar”, disse ela.
A influenciadora reforçou que o sentimento relatado era sobre solidão emocional, algo que, segundo ela, muitas mães vivenciam mesmo estando cercadas de pessoas.
“O ponto importante aqui é: ninguém me abandonou, o Nattan não me abandonou. Essa palavra não existiu no documentário e quem assistiu o episódio inteiro sabe muito bem disso. O que eu relatei ali, e quem assistiu o episódio todo vai ver, foram conflitos reais, muito profundos”, falou.
Rafa Kalimann completou: “Conflitos muito íntimos, muito pessoais, com emoções difíceis de entender, como é o caso da solidão que eu menciono bastante, que é um sentimento, e tá sendo muito bonito como vocês têm me mandado mensagens se identificando. Que você pode estar cercada de pessoas ao seu redor, aquele sentimento continua ali dentro”.
Kalimann pontuou que não queria que o documentário fosse algo “comercial de margarina”, mas sim reportasse a verdade de conflitos e fragilidade durante o período gestacional.
“A ideia de fazer o documentário, gente, para mim é passar essa honestidade mesmo, tá? Eu não queria um documentário comercial de margarina, que eu mostrasse uma coisa utópica que não existe, que não tem como ser. Eu quis mostrar a realidade como ela é: com conflitos, com fragilidades, com amor, com aprendizados, com imperfeições. E existem dificuldades reais que os casais passam durante a gestação, principalmente na gestação de primeira viagem”.
Rafa Kalimann seguiu o pronunciamento: “Os dois vivem uma transformação muito grande. É muito intensa mesmo, tá? A gente lida com emoções que a gente não conhecia enquanto a gente tenta lidar com toda essa responsabilidade pela primeira vez na vida. E cada um da sua maneira: o Nattan não teve referência paterna, eu tenho os meus conflitos internos”.
Repercussão do documentário
Ainda no pronunciamento, Rafa Kalimann destacou que o casal está longe de ser perfeito e falou sobre a repercussão da produção audiovisual.
“Nós estamos longe de ser um casal perfeito. Nós somos como qualquer outro casal. Vocês também não são perfeitos. Como qualquer outra mãe, como qualquer outro pai. Ninguém nasce sabendo. A gente se constrói no dia a dia e está aí o grande desafio. Tá tudo bem quando a gente admite que nem tudo é perfeito e que a gente não dá conta de fazer, que a gente não consegue fazer”, disparou ela.
E continuou: “E a decisão de mostrar tudo isso no documentário foi sabendo que poderia ter essa repercussão toda, que a gente sabia muito sobre isso, a gente conversou muito sobre isso. Mas também que a gente poderia ser útil na vida de outros casais. Eu acho que se a gente tivesse assistido outros casais vivendo o que a gente viveu, teria sido mais fácil pra gente. A vida real tem conflito, tem ajuste de rota, mas o que importa é como a gente constrói isso juntos. Como a gente se constrói juntos”.
Antes de encerrar, Kalimann destacou: “Antes de apontar o dedo e criar uma narrativa de abandono, que além de não existir, de ser muito equivocada, eu ainda acho muito perigosa para um tema tão sensível, eu espero que vocês se deem a oportunidade de irem lá assistir o documentário. Que vocês assistam não só esse episódio que foi ao ar, mas todos os próximos que virão. Para que vocês estejam junto com a gente mesmo e entendam o que realmente acontece na nossa família, sem se basear em pequenos trechos construídos para impactar vocês negativamente na internet. A história que a gente realmente quer contar, que a gente gostaria de contar, que é real, que foi o que a gente viveu e não a inventada, tá lá”, falou ela.
E finalizou: “E que bom que a gente está tendo a chance de falar sobre isso e sobre tantos outros temas, como os que virão nos próximos episódios, para que outros casais possam ter uma referência de que essas questões existem, que elas precisam ser debatidas com mais honestidade, com mais diálogo e com mais empatia”.












