R$ 1 milhão: especialistas comentam valor das laces de Maya Massafera.
A influenciadora chocou seus seguidores no TikTok, recentemente, ao revelar a fortuna em acessórios que tem guardada no armário

Maya Massafera chocou seus seguidores no TikTok, recentemente, ao revelar a fortuna em laces que tem guardada no armário. Em um vídeo, que recebeu a legenda “pouca lace 🤣”, a influenciadora contou ter mais de 60 peças e calculou o valor estimado dos acessórios.
De acordo com ela, a maioria dos itens de sua coleção foi criada por Carlos Cirqueira, conhecido no ramo, e com quem ela tem uma parceria: “O Carlos me deu desconto em várias, mas se eu fosse pagar o valor cheio, cada uma custaria uns R$ 20 mil, e tem algumas que chegam a R$ 100 mil! Aqui tem mais de R$ 1 milhão em lace, se eu tivesse pagado tudo”, afirmou.
Além de Maya, muitas mulheres tem optado pelas laces para melhorar seu visual e autoestima. E este mercado tem crescido bastante nos últimos anos, especialmente por conta das famosas passarem a usar estas peças.

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Segundo o economista André Mirsky, o fenômeno pode ser explicado pela natureza do próprio mercado de beleza de alto padrão: “O segmento de luxo funciona como um setor personalizado, onde peças como laces premium são tratadas quase como obras artesanais”, afirmou.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO especialista também explicou que o custo elevado reflete a seleção de cabelo humano, os processos manuais fio a fio, a personalização de cor e formato, e o trabalho de profissionais: “Além disso, é um bem ‘Veblen’: quanto mais caro, mais desejado, porque reforça status e exclusividade”, analisou.
Para Mirsky, no caso de influenciadoras, o investimento vai além da vaidade: “A estética é ferramenta de trabalho. Essas peças fazem parte da construção da marca pessoal e influenciam contratos, aparições e visibilidade. Questões econômicas também pesam no valor final, como câmbio, impostos e logística internacional, já que boa parte dos insumos vem dos Estados Unidos e da Europa”, comentou.
Movimenta a área
O economista destacou, ainda, que esse tipo de consumo movimenta toda uma cadeia de valor: “Cada lace envolve estilistas, coloristas, fornecedores internacionais e empresas de manutenção. É um ecossistema que gera mídia, cria tendências e eleva o valor dos profissionais envolvidos”, detalhou.
Porém, o uso prolongado desses acessórios exige cuidado, já que é aplicado sobre o cabelo natural. A hairstylist e especialista em terapia capilar Letícia Figueiredo alertou que o uso contínuo pode causar queda por tração, quando os fios se rompem devido à força e ao peso das laces.
“Se o couro cabeludo dói, coça, fica vermelho ou apresenta espinhas, é sinal de que a tração está excessiva e é hora de pausar”, observou.
Dicas de cuidados
Entre os cuidados essenciais, a especialista destacou a importância da higienização da raiz, da secagem completa antes da reaplicação e do uso de removedores adequados: “Nada de arrancar a cola! E atenção às alergias: se houver ardor constante, pode ser reação ao adesivo. Prefira métodos sem cola quando possível”, orientou.
Para equilibrar estética e saúde, ela recomendou alternar estilos e respeitar o tempo do couro cabeludo: “Quanto mais pesado e comprido o cabelo, maior o risco. Bases ventiladas, manutenção regular e intervalos entre reinstalações ajudam a prevenir danos”, pontuou.
Letícia Figueiredo reforçou também que conforto deve ser o parâmetro principal: “Se dói, pesa ou irrita, está errado. Ajuste o encaixe, mantenha o couro cabeludo limpo e seco e dê períodos de descanso. Assim, é possível manter o visual impecável sem comprometer a saúde dos fios e da pele”, concluiu.

















