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Fábia Oliveira

Procedimentos no bumbum de Virginia Fonseca acendem alerta para riscos

Especialistas explicam por que repetir intervenções em intervalos curtos pode comprometer a recuperação e aumentar o risco de complicações

14/08/2026 11:27
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Procedimentos no bumbum de Virginia Fonseca acendem alerta para riscos - Metrópoles

A busca por um bumbum mais definido e volumoso ganhou espaço entre celebridades e influenciadoras, mas a frequência de procedimentos na região também levanta um alerta: até que ponto é seguro realizar novas intervenções antes de o organismo concluir a recuperação?

O assunto voltou a repercutir após conteúdos envolvendo Virginia Fonseca, Bianca Andrade e Gkay e procedimentos voltados ao contorno e à aparência dos glúteos. Em um dos episódios recentes, Virginia Fonseca chegou a brincar sobre a intensidade do resultado após uma harmonização glútea, enquanto uma amiga fez um alerta bem-humorado sobre o procedimento, afirmando que ia “explodir”.

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Apesar do tom descontraído das redes sociais, especialistas ressaltaram que procedimentos estéticos não devem ser avaliados apenas pelo resultado visual imediato. O intervalo entre intervenções precisa levar em conta o tipo de procedimento realizado, a resposta individual do organismo e o estágio de recuperação dos tecidos.

Não existe um número seguro

De acordo com o cirurgião plástico Luis Fernando de Mattos, não há uma quantidade universal de intervenções que possa ser considerada segura para todas as pessoas.

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Virginia poderá ser multada em até R$ 2 milhões
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“O limite é individual e depende da anatomia, da qualidade da pele e dos tecidos, do histórico de cirurgias, da presença de cicatrizes, da vascularização da região e, principalmente, da capacidade de recuperação do organismo”, afirmou.

As modificações

A cirurgiã plástica Alessandra Martinelli, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), também destacou que cada intervenção modifica os tecidos.

“O que existe é um limite biológico e anatômico para cada paciente. A cada cirurgia, há alterações na pele, na gordura, nos músculos e nos tecidos profundos, além da formação de cicatrizes internas”, opinou.

Atenção ao histórico

Para Bárbara Peres, enfermeira pós-graduada em estética avançada, o histórico do paciente é fundamental: “Não existe um número fixo que determine quantos procedimentos podem ser realizados no bumbum”, comentou, antes de completar:

“Cada procedimento provoca uma resposta no organismo e, quando são feitos de forma repetida ou sem respeitar os intervalos necessários, podemos ter alterações na qualidade da pele, fibroses, edema persistente e irregularidades”, declarou.

Possíveis complicações

O problema não está apenas na quantidade de intervenções, mas principalmente em realizá-las enquanto a região ainda está se recuperando. Segundo Luis Fernando de Mattos, uma nova intervenção antes da cicatrização completa pode aumentar riscos como infecção, sangramento, hematomas, seromas, alterações na cicatrização, fibrose e irregularidades no contorno.

“A cicatrização não acontece apenas na superfície: existe uma recuperação interna dos tecidos que precisa ser respeitada. Por isso, o desejo de acelerar o resultado estético nunca deve se sobrepor ao tempo biológico necessário para o organismo se recuperar”, observou.

O processo de recuperação

A Alessandra Martinelli reforçou que edema e inflamação ainda presentes indicam que o processo de recuperação não terminou: “Uma região que ainda apresenta edema, inflamação ou cicatrização interna não está pronta para receber necessariamente uma nova agressão cirúrgica”, pontuou.

E prosseguiu: “Isso pode aumentar a possibilidade de sangramento, infecção, seroma, alterações na cicatrização, fibrose, irregularidades e sofrimento dos tecidos”, enumerou.

Na avaliação de Bárbara Peres, tentar corrigir rapidamente uma alteração que ainda faz parte da recuperação pode ser um erro: “Um erro comum é interpretar uma região ainda inchada ou endurecida como um resultado definitivo e tentar corrigi-la imediatamente. O organismo precisa de tempo para responder ao procedimento, e antecipar etapas pode trazer mais problemas do que benefícios”, disse.

Aparência não decide nova intervenção

Outro ponto de atenção é acreditar que a ausência de dor ou uma melhora visual significa que o organismo já está pronto para passar por outro procedimento. A avaliação precisa ser individualizada.

“Essa decisão não deve ser tomada apenas pela aparência externa da região ou pela ausência de dor. É necessária uma avaliação presencial detalhada com o cirurgião plástico”, esclareceu Luis Fernando.

Alessandra acrescentou também que o momento adequado depende de fatores como o procedimento anterior, sua extensão e a resposta do organismo: “Não existe um prazo universal que determine quando todos os pacientes podem voltar à cirurgia. O momento adequado depende do procedimento anterior, da extensão da intervenção e da resposta individual à cicatrização”, apontou.

Sinais de atenção

Bárbara orientou que sinais como edema, vermelhidão, sensibilidade, alterações na textura da pele e fibroses sejam avaliados antes de qualquer nova intervenção.

“Também é importante respeitar o intervalo recomendado para cada técnica, porque cada procedimento tem um tempo de recuperação diferente. Se o tecido ainda apresenta sinais de recuperação, o melhor procedimento muitas vezes é esperar”, relatou.

Alerta vale para procedimentos não cirúrgicos

A preocupação não se restringe às cirurgias. Procedimentos estéticos realizados em sequência também podem exigir intervalos específicos, dependendo da técnica, dos produtos utilizados e da resposta do organismo.

Por isso, antes de seguir uma tendência ou repetir um procedimento visto nas redes sociais, os especialistas recomendam avaliação individualizada e acompanhamento de profissional habilitado. O resultado de uma celebridade não permite determinar o que é adequado para outra pessoa.

Mais do que a velocidade para alcançar determinado padrão estético, o ponto central é respeitar o tempo do corpo. Quando o assunto é procedimento no bumbum, a pressa pelo próximo resultado pode ser justamente o fator que compromete o resultado anterior.