
Fábia OliveiraColunas

Paula Lavigne diz que abortou aos 16 anos: “Ia estragar a minha vida”
A empresária Paula Lavigne, esposa de Caetano Veloso, relembrou gravidez na adolescência e sacramentou: “Não cometi crime”
atualizado
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Uma declaração polêmica da ex-atriz e empresária Paula Lavigne, esposa do cantor Caetano Veloso, voltou a repercutir nos últimos dias. A famosa falou abertamente sobre um aborto realizado quando ela tinha apenas 16 e saiu em defesa do procedimento, afirmando que esse é um direito da mulher. “Não acho que cometi crime”, afirmou.
Declaração polêmica
Em 2013, Paula Lavigne concedeu uma entrevista à revista Trip e abriu o coração sobre gravidez na adolescência e aborto. O assunto voltou à tona depois que o Instagram da publicação relembrou as falas da empresária em uma postagem celebrando os 40 anos da publicação.
Na época, a esposa de Caetano Veloso afirmou que a gravidez na adolescência é um erro. “Não sou a favor de gravidez na adolescência, é um erro. Acho que aborto é direito da mulher. E sou ateia. Quando digo isso, as pessoas reagem mal. Parece que você está dizendo que não tem sensibilidade, não tem amor ao próximo”, disse a empresária.
Ela seguiu: “Gente, desculpa, eu não consigo imaginar alminha, vida depois da morte. Não tô falando mal de quem tem fé, tenho inveja de quem tem fé, religiosidade, espiritualidade. Mas não consigo”, completou.
“Escondida”
Depois, Paula Lavigne relembrou que engravidou aos 16 anos, mas decidiu abortar. “Então, aos 16 anos achava que se eu tivesse um filho ia estragar a minha vida, a do Caetano, tudo que a gente planejava. Mas é crime, então minha mãe me levou escondida pra fazer um aborto. Depois tive filhos maravilhosos. Se alma existe no feto, me desculpe, sou uma pecadora e vou pro inferno, paciência. Mas não acho que cometi crime. É muito sério ter um filho.”
A famosa concluiu dizendo que gostaria que todas as mulheres tivessem a mesma oportunidade, caso desejassem. “Gostaria que outras meninas que quisessem fazer aborto tivessem essa opção, fossem pra um bom hospital, com segurança. Somos obrigadas a ter filho porque a Igreja quer? Eu tenho que reagir a isso”, encerrou.
A fala da empresária causou reações dos internautas nas redes sociais. “Aborto e droga só é proibido pra pobre!”, apontou Fer Bueno. “Ninguém é obrigado a ter filhos, métodos anticoncepcionais estão aí pra isso. Só não é justo que uma vida pague pela sua irresponsabilidade”, disse Ana Luiza Ferrão. “Muito certa ! Todas deveriam ter essa opção!”, afirmou Jurema Dias.
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