Fábia Oliveira

Operação Integration: Deolane e investigados têm bens liberados

Justiça revogou medidas cautelares e desbloqueou veículos, passaportes e valores dos alvos da investigação

atualizado

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1 de 1 operacao-integration-deolane-e-investigados-tem-bens-liberados - Foto: Reprodução/Redes sociais.

A coluna Fábia Oliveira descobriu que, nessa segunda-feira (8/9), a Justiça Federal da primeira instância de Pernambuco decidiu revogar todas as medidas cautelares impostas pessoal e patrimonialmente aos investigados na Operação Integration, dentre eles Deolane Bezerra.

Dada a complexidade do caso e o tempo decorrido desde sua instauração, o juiz responsável solicitou a colaboração dos próprios investigados.

O magistrado determinou que aqueles que ainda possuem bens apreendidos comuniquem à Justiça, em até cinco dias, a situação de seus bens.

A medida busca agilizar a atuação do Judiciário e assegurar o cumprimento efetivo e célere da decisão.

Medidas revogadas

Entre as medidas cautelares que devem ser revogadas estão a apreensão de passaportes, a liberação de veículos automotores e o desbloqueio de valores, chamados de “ativos”.

Apesar de ser recebida com alívio pelos investigados, a decisão não indica o encerramento da operação.

A investigação, caracterizada pelo alto grau de complexidade e pelo número de envolvidos, tem sido marcada por sucessivos pedidos de dilação de prazo para sua conclusão.

Em outras palavras, os responsáveis pela operação — que tem como alvo, entre outros, Deolane Bezerra e sua mãe — já solicitaram prorrogações para apresentar o relatório final da apuração.

Relembre

A Operação Integration, deflagrada em setembro de 2024 pela Polícia Civil de Pernambuco, teve como objetivo desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro e jogos ilegais que movimentou cerca de R$ 3 bilhões.

A ação resultou na prisão de 22 pessoas, incluindo a influenciadora Deolane Bezerra, sua mãe Solange Bezerra e o empresário Darwin Henrique da Silva Filho, dono da casa de apostas Esportes da Sorte .

A investigação revelou práticas como o “smurfing”, que consiste em dividir grandes quantias em múltiplas transações pequenas para dificultar a detecção, além do envolvimento de celebridades e influenciadores digitais em contratos de publicidade para ocultar a origem ilícita do dinheiro.

Foram apreendidos bens de alto valor, como carros de luxo, imóveis, aeronaves e embarcações, e bloqueados ativos financeiros que somam R$ 2,1 bilhões.

O caso ganhou repercussão nacional após a prisão de Deolane, que declarou ter sido vítima de uma “injustiça” e se disse “destruída” pela situação envolvendo a mãe .

Deolane Bezerra ficou presa por 20 dias, entre 4 e 24 de setembro de 2024, incluindo o período de prisão domiciliar.

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