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Fábia Oliveira

O motivo da risada de Suzane von Richthofen em documentário inédito

Cena em que Suzane riu ao falar do passado chamou atenção e repercutiu antes da estreia do documentário

06/04/2026 09:38
Reprodução/Internet.
O motivo da risada de Suzane von Richthofen em documentário inédito

As primeiras imagens do documentário inédito que contará com uma entrevista de Suzane von Richthofen começaram a circular nas redes sociais e chamaram atenção antes mesmo da estreia oficial.

Ainda sem data de lançamento, a produção da Netflix foi exibida de forma restrita a convidados e passou a repercutir entre fãs de true crime.

Segundo informações do jornalista Ulisses Campbell, do jornal O Globo, um dos pontos que mais causa impacto em quem já assistiu ao material é o comportamento de Suzane ao revisitar momentos do passado.

Em determinados trechos, ela chega a rir ao relembrar episódios que antecederam o crime. 

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O documentário

O longa, com cerca de duas horas de duração, traz o relato da própria condenada, que revisita o assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, ocorrido em 2002, crime que marcou o país.

Ao longo do depoimento, Suzane reconstrói sua versão dos fatos e descreve a dinâmica familiar antes do crime.

Ela afirma ter crescido em um ambiente marcado pela ausência de afeto.

“Eu vivia estudando. Era só nota alta. Tirava 9 e 10 em todas as matérias. Não tinha demonstração de amor, nem deles pra gente, nem da gente pra eles. Minha vida era brincar com o meu irmão”, disse.

Sobre o pai, acrescentou: “Meu pai era zero afeto. Minha mãe ainda tinha um pouco. Volta e meia ela pegava a gente no colo. Mas era muito de vez em quando”.

Ainda segundo o relato, os conflitos dentro de casa eram frequentes. “O relacionamento dos meus pais era muito ruim”, afirmou. Ela também relata ter presenciado uma agressão. “Eu vi meu pai enforcando a minha mãe contra a parede. Foi horrível”, recordou.

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Relação com Daniel Cravinhos

O documentário aponta como ponto de virada o período em que os pais viajaram para a Europa e ela passou a conviver com Daniel Cravinhos dentro da casa da família.

Ao relembrar esse momento, Suzane descreve a fase como um rompimento com a rotina anterior. “Foi um mês de liberdade total. Um sonho que eu não queria que acabasse. Era o dia inteiro de sexo, drogas e rock ’n’ roll”, afirmou.

Em seguida, completou: “Aquele mês mudou tudo na nossa vida”, disse, em um dos trechos em que aparece rindo ao recordar o período.

Na sequência, ela relata que o relacionamento passou a ocupar espaço central em sua vida. “O Daniel passou a ocupar todos os espaços da minha vida”, contou. Segundo Suzane, a partir daí os conflitos familiares se intensificaram.

Mesmo tentando se distanciar de alguns pontos, ela reconhece a própria participação no crime. “Eu aceitei. Eu os levei pra dentro da minha casa”, declarou. Em outro momento, afirmou: “A culpa é minha. Claro que é minha”.