Fábia Oliveira

Nova trend encanta famosas e reacende debate sobre saúde emocional

Jade Picon, Maisa Silva e Viih Tube foram algumas das celebridades que entraram na moda do “2026 é o novo 2016”; especialistas opinam

atualizado

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A trend “2026 é o novo 2016”, que ganhou força nas redes sociais ao resgatar imagens antigas de celebridades como Jade Picon, Maisa Silva e Viih Tube, despertou uma onda de nostalgia, mas também abriu espaço para críticas e discussões mais profundas.

O principal foco tem sido as transformações faciais provocadas por procedimentos estéticos ao longo dos anos, especialmente a harmonização facial, frequentemente apontada como responsável por mudanças consideradas excessivas.

Para o cirurgião plástico Yuri Moresco, a repercussão da trend evidencia uma mudança no olhar do público: “Durante um período, resultados mais marcantes foram associados à beleza. Hoje, existe um questionamento maior sobre até que ponto essas intervenções respeitam a identidade do rosto. A estética caminha para a naturalidade, não para a padronização”, afirmou.

Procedimentos em alta

Segundo o médico, os procedimentos continuam em alta, mas com outra abordagem: “Não é o fim da harmonização facial. O que mudou foi a mentalidade. Planejamento, técnicas mais precisas e respeito à anatomia evitam transformações bruscas. O objetivo não deve ser mudar o rosto, e sim preservar traços, expressões e individualidade”, explicou.

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Jade Picon entrou na moda das redes sociais
Maisa Silva compartilha selfie com seus seguidores
Maisa Silva mostrou aos fãs uma foto de 10 anos atrás
Viih Tube mostra selfie feita em 2016 para nova trend
Viih Tube compartilha foto feita há 10 anos com seus fãs
Jade Picon entrou para a nova trend das redes sociais
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Jade Picon entrou para a nova trend das redes sociais

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Jade Picon entrou na moda das redes sociais
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Jade Picon entrou na moda das redes sociais

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Maisa Silva compartilha selfie com seus seguidores
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Maisa Silva compartilha selfie com seus seguidores

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Maisa Silva mostrou aos fãs uma foto de 10 anos atrás
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Viih Tube mostra selfie feita em 2016 para nova trend
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A cirurgiã-dentista e especialista em harmonização facial Amanda Santos reforçou, ainda, que o exagero costuma estar ligado à busca por padrões irreais: “Uma harmonização bem executada não chama atenção pelo excesso, mas pela sutileza. Quando respeita proporções e características naturais, o resultado é um rosto equilibrado, não descaracterizado”, pontuou.

Ajustes de discurso

Além da estética, a nova moda das redes sociais também interfere na forma como figuras públicas se posicionam e se comunicam. Para a especialista em oratória, psicanálise e comunicação estratégica, Jackeline Georgia, revisitar imagens do passado provoca ajustes no discurso.

“Quando alguém se expõe nesse tipo de comparação, também revisita a própria narrativa. O discurso tende a ficar mais maduro, com escolhas de palavras mais cuidadosas e menos exageros”, analisou.

Segundo Jackeline, muitos famosos buscam uma comunicação mais acessível: “Há um esforço para parecer mais simples, mais próximo e menos ensaiado. Isso se reflete no tom de voz, no vocabulário e até na linguagem corporal. É uma tentativa de se reconectar com a imagem que o público reconhece”, relatou.

Alerta sobre saúde mental

Do ponto de vista da saúde mental, a exposição constante a comparações pode ter efeitos importantes. A psiquiatra Jéssica Martani comentou que a nostalgia, por si só, não é um problema, mas pode se tornar delicada dependendo de como é vivenciada.

“Quando a pessoa olha para o passado acreditando que tudo era melhor, isso pode gerar frustração, tristeza e sensação de perda. A comparação entre quem eu fui e quem eu sou hoje pode tornar o presente menos satisfatório”, analisou.

Segundo a médica, essas reações não são necessariamente patológicas: “O corpo muda, o rosto muda, e isso faz parte da vida. O impacto emocional depende da estrutura psíquica de cada um. Pessoas mais vulneráveis tendem a sentir esses efeitos de forma mais intensa”, observou.

Reações às críticas

A psicóloga Mariane Pires Marchetti, especialista em transtornos de ansiedade e em terapia cognitivo-comportamental, destacou que a crítica constante à aparência pode afetar diretamente a autoestima.

“Quando a imagem vira alvo de julgamentos repetidos, isso pode reforçar inseguranças e aumentar níveis de ansiedade. Em ambientes de alta exposição, como as redes sociais, esse impacto costuma ser ainda maior”, opinou.

Ela ressaltou também que o problema não está na trend em si, mas na forma como cada pessoa lida com ela: “O risco aparece quando a comparação se torna uma régua de valor pessoal, fazendo com que o indivíduo sinta que perdeu algo ou que não corresponde mais às expectativas”, completou.

Mais efeitos na vida das pessoas

Para Amanda Santos, as redes sociais amplificam esses conflitos: “Filtros, edições e padrões irreais distorcem a percepção do que é possível ou saudável. Trends como essa acabam funcionando como um alerta para a importância do equilíbrio e do autocuidado”, comentou.

Yuri Moresco, por sua vez, concluiu que o debate provocado pela trend reflete uma mudança cultural mais ampla: “A beleza extremamente padronizada começa a perder espaço para uma estética mais real e consciente. Preservar identidade e naturalidade deixou de ser apenas uma escolha estética e passou a ser um posicionamento”, finalizou.

A repercussão da trend “2026 é o novo 2016” mostra que, em um cenário cada vez mais atento e crítico, estética, comunicação e saúde emocional caminham juntas, e que o excesso, seja na imagem ou no discurso, tende a ser cada vez mais questionado.

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