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“Não fico remoendo”, diz Carlos Vereza sobre desvalorização dos atores
O veterano das telinhas, que é secretário-geral do Sindicato dos Artistas, bateu um papo exclusivo com a coluna na quadra da Grande Rio
atualizado
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Com mais de 60 anos de carreira e atuando como secretário-geral do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Rio de Janeiro (Sated-RJ), Carlos Vereza opinou sobre a desvalorização de atores veteranos que, assim como ele, estão foram do mercado.
Em um bate-papo exclusivo com a coluna Fábia Oliveira durante o ensaio da Grande Rio, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ele afirmou não esquentar a cabeça com isso:
“Eu, particularmente, não me preocupo não. Vou te dar um exemplo: fui chegando aqui e o carinho que fui recebendo das pessoas, que acontece quando estou em outros lugares também, me satisfaz. Isso tudo me completa, me compensa”, declarou.
Falta de respeito
Ele ainda falou sobre a falta de consideração com os mais experientes: “Eu não fico remoendo essa falta de comportamento elegante com os atores e atrizes que, de fato, fizeram história e merecem ser respeitados. O importante pra mim e entrar aqui e estar na rua, ou qualquer outro lugar, e ser abraçado e acarinhado pelas pessoas”, disparou.
Para o ator, essa discriminação com pessoas mais velhas está arraigado nas pessoas: “Eu acho que tem a ver com a própria estrutura e cultura do país. Você não pode separar essa discriminação da discriminação sociocultural e política do Brasil. É uma interação única e isso repercute no teatro, na televisão, no cinema”, definiu.









