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Apuração pelo Brasil

Fábia Oliveira

Morte de Giane Alves: especialista alerta para sinais que são ignorados

Modelo baiana morreu aos 32 anos após sofrer um infarto agudo do miocárdio

06/10/2026 15:55, atualizado 06/10/2026 16:26
Reprodução/Instagram
Do posto à passarela: quem era a modelo Giane Alves, que morreu aos 32 anos - Metrópoles

A modelo baiana Giane Alves morreu aos 32 anos, e a notícia comoveu o mundo da moda e o público que acompanhou sua trajetória.

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O que aconteceu

A informação foi confirmada pelo agente da modelo, Miguel Crispim, à imprensa. Segundo o relato do agente, Giane havia levado o filho ao hospital para uma consulta de rotina quando desmaiou.

Ela recebeu atendimento imediatamente, mas não sobreviveu. De acordo com o agente, a causa da morte foi um infarto agudo do miocárdio. Casada, Giane deixa dois filhos, sendo que o caçula tinha pouco mais de um mês de vida.

Giane foi descoberta em São Paulo, onde trabalhava em um posto de gasolina quando foi abordada por um olheiro. A partir daí, desfilou na São Paulo Fashion Week, participou de campanhas para marcas nacionais e seguiu para a Europa, onde conquistou espaço no mercado internacional. A modelo construiu uma carreira em poucos anos, interrompida de forma repentina.

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O alerta médico

Casos assim levantam uma pergunta frequente: como alguém jovem, em plena atividade, pode passar mal sem aviso?

Para a cardiologista intervencionista Denise Machado de Oliveira Pellegrini, diretora de Comunicação da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), o infarto não é um problema restrito a pessoas mais velhas.

“O infarto agudo do miocárdio acontece quando uma artéria do coração é bloqueada e o músculo cardíaco deixa de receber sangue. É uma das principais causas de morte súbita cardíaca e pode atingir pessoas jovens, inclusive mulheres, que muitas vezes não se enxergam como grupo de risco. Cada minuto até o atendimento faz diferença”, afirma.

Morte de Giane Alves: especialista alerta para sinais que são ignorados - destaque galeria
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Giane Alves passou mal ao levar o filho caçula, de 45 dias, a uma consulta
Giane Alves sofreu um infarto agudo do miocárdio em Condeúba, na Bahia
Giane Alves trabalhava em um posto de gasolina quando foi descoberta por um olheiro
Giane Alves teve uma carreira internacional
Giane Alves deixou a carreira internacional para cuidar dos dois filhos
Giane Alves passou mal, na última sexta-feira (2/10)
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Giane Alves passou mal, na última sexta-feira (2/10)

Instagram/Reprodução
Giane Alves passou mal ao levar o filho caçula, de 45 dias, a uma consulta
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Giane Alves passou mal ao levar o filho caçula, de 45 dias, a uma consulta

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Giane Alves sofreu um infarto agudo do miocárdio em Condeúba, na Bahia
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Giane Alves sofreu um infarto agudo do miocárdio em Condeúba, na Bahia

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Giane Alves trabalhava em um posto de gasolina quando foi descoberta por um olheiro
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Giane Alves trabalhava em um posto de gasolina quando foi descoberta por um olheiro

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Giane Alves teve uma carreira internacional
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Giane Alves teve uma carreira internacional

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Giane Alves deixou a carreira internacional para cuidar dos dois filhos
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Giane Alves deixou a carreira internacional para cuidar dos dois filhos

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Do posto à passarela: quem era a modelo Giane Alves, que morreu aos 32 anos
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Do posto à passarela: quem era a modelo Giane Alves, que morreu aos 32 anos

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Giane Alves foi descoberta em um posto de gasolina
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Giane Alves foi descoberta em um posto de gasolina

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Ela deixa dois filhos
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Ela deixa dois filhos

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Sinais que merecem atenção

Segundo a especialista, alguns sintomas costumam ser minimizados no dia a dia, como dor ou desconforto no peito, falta de ar desproporcional ao esforço, suor frio, náusea, dor que se irradia para o braço, mandíbula ou costas, palpitações, tontura, desmaio e cansaço fora do comum.

“Nas mulheres, os sintomas podem ser menos típicos do que a dor forte no peito que todos imaginam. Com a rotina intensa, o estresse e as demandas da maternidade, tudo isso acaba sendo atribuído ao cansaço. Um sintoma persistente ou que surge de forma inesperada não deve ser normalizado”, explica Denise.

Gestação e pós-parto pedem atenção

A cardiologista lembra que a gestação e o pós-parto são períodos de intensa adaptação do organismo.

“Mudanças hemodinâmicas e hormonais podem tornar o coração mais vulnerável em algumas mulheres. Por isso, o acompanhamento cardiológico deve ser uma conversa aberta com o obstetra, principalmente quando há histórico familiar de doenças cardíacas ou sintomas recorrentes”, diz.