
Fábia OliveiraColunas

“Momento difícil”, desabafa família de Oscar Schmidt após morte
Os familiares do ex-jogador de basquete, que morreu na última sexta-feira (17/4), aos 68 anos, emitiram uma nota de agradecimento
atualizado
Compartilhar notícia

Após a morte e cremação de Oscar Schmidt, na última sexta-feira (17/4), a família do ex-jogador de basquete emitiu uma nota de agradecimento pelo apoio prestado nas redes sociais. Na publicação, feita no Instagram do ídolo brasileiro em 4 idiomas, eles agradeceram e falaram do legado do ex-atleta.
“Gostaríamos de agradecer, de coração, pela enorme quantidade de mensagens de carinho e amor que recebemos nos últimos dias. Para nós, enquanto família, cada homenagem tem sido recebida com profunda gratidão”, começou o texto.
Carinho e legado
Ainda no comunicado, os parentes recordaram: “Todo esse carinho tem sido essencial para nos ajudar a atravessar este momento tão difícil. O Oscar tinha muito orgulho de sua trajetória e encontrava alegria em compartilhar os ensinamentos que a vida lhe trouxe”, afirmaram.
E finalizaram: “Seguiremos honrando esse legado e utilizando este espaço para manter vivas as suas lições. Como ele sempre dizia: um abraço e saúde a todos”.
Sequelas de novo tumor
Felipe Schmidt revelou pela primeira vez, em entrevista ao Fantástico de domingo (19/4), que Oscar Schmidt enfrentava um novo tumor na cabeça. O ex-atleta morreu na última sexta-feira (17/4), após sofrer uma parada cardiorrespiratória.
Segundo o filho de Schmidt, a família descobriu uma nova massa no cérebro do ídolo do basquete em 2025, o que levou a uma terceira cirurgia.
“Como vocês todos acompanharam, ele passou por duas cirurgias na cabeça, aqui passou por muitos anos de quimioterapia, rádio… O ano passado a gente descobriu uma nova massa, né, muito pequena, um tumor nível 4, grau 4. Já de imediato a gente decidiu operar, né, meu pai decidiu”, contou Felipe.
O procedimento
De acordo com o atleta, o procedimento trouxe sequelas importantes e marcou uma mudança no estado de saúde do pai: “Desde então ele não voltou a ser mais muito o mesmo, né, por conta que a terceira operação foi do outro lado do cérebro, então o cérebro não conseguia muito compensar. Ele passou por algumas sequelas. Mas ele tava ali, ele tava muito presente”, relatou.
Felipe também descreveu o último ano como um período especialmente difícil para a família, sobretudo para Maria Cristina, esposa de Oscar, que permaneceu ao lado do ex-atleta durante todo o tratamento.
“Esse último ano foi muito difícil, principalmente pra minha mãe, que sempre esteve do lado dele. Esse último ano foi muito forte pra minha mãe”, afirmou.
A força de Oscar
Mesmo diante do avanço da doença, o filho destacou a força demonstrada por Oscar até os momentos finais.
“Ele lutou demais, dava pra ver que ele tava tentando. Só que essa é uma doença infeliz. Quando chega nesse nível a gente não tem como determinar o tempo e, infelizmente, ele veio a falecer sexta-feira”, disse.
Despedida reservada
A despedida de Oscar Schmidt aconteceu de forma reservada, sem velório aberto ao público. Segundo Felipe, a decisão foi tomada diante do desgaste emocional vivido pela família nos últimos anos.
“A piora do meu pai foi muito, muito drástica. Quando aconteceu, a gente se reuniu e viu o quanto minha mãe estava sofrendo. Pra ela ia ser muito mais difícil se expor assim e ter que passar por isso. Então foi uma decisão dela”, explicou.
















