Fábia Oliveira

Médica revela pergunta de Preta Gil sobre tempo de vida: “6 a 8 meses”

Roberta Saretta estava com a artista nos Estados Unidos, onde ela estava realizando um tratamento alternativo contra o câncer

atualizado

metropoles.com

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A médica Roberta Saretta, que ajudou Preta Gil durante o tratamento contra o câncer, revelou detalhes sobre os últimos momentos de vida da cantora. A profissional estava com a artista nos Estados Unidos, onde ela estava realizando um tratamento alternativo para a doença.

Em entrevista ao O Globo, Roberta revelou o momento mais difícil que teve com Preta Gil, durante os dois anos e meio de tratamento, além do dia da morte: dar a notícia do resultado do último PET [exame de imagem], em março de 2025. Na ocasião, o exame havia mostrado que a doença tinha se espalhado por outros órgãos, como fígado e pulmões.

“Além do dia da morte, foi quando eu tive de dar a notícia do resultado do último PET, em março de 2025. O exame mostrou que a doença tinha se espalhado por outros órgãos, como fígado e pulmões. Fui na capela do Sírio pedir forças. Quando entrei para falar com ela, o quarto estava cheio de amigos, como sempre. Perguntei se ela preferia ter a conversa a sós com os médicos. Pela primeira vez, ela pediu para as pessoas saírem”, contou Saretta.

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Preta Gil morreu no dia 20 de julho
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A médica, então, relatou que, ao dar a notícia, Preta Gil questionou sobre seu tempo de vida. Foi daí a decisão de tentar um tratamento experimental nos Estados Unidos.

“Tenho a impressão que ela me sentiu, viu no meu rosto algo estranho. Não tinha como ser diferente, meu vínculo com ela, com a família toda, era e é profundo. Senti uma faca no meu peito. Ao saber, ela me perguntou: ‘Se eu não fizer nada quanto tempo tenho de vida?’. Respondi: ‘De seis a oito meses’. [Ela perguntou] ‘Tem alguma coisa para eu fazer? Eu vou morrer?’. Explicamos então que havia protocolos de pesquisa nos Estados Unidos com medicamentos que poderiam evitar a progressão rápida”.

A piora no estado de saúde

Roberta Saretta contou como era a medicação experimental de Preta Gil e revelou que, depois de quatro sessões, a cantora teve uma infecção e precisou interromper o protocolo. Depois, os rins ficaram fracos e ela precisou parar o tratamento.

“Era uma terapia alvo, uma quimioterapia intravenosa. Ela agia contra uma mutação. Mas o câncer da Preta tinha mais de uma mutação. Depois de quatro sessões ela teve uma infecção e precisou interromper o protocolo, ficou uns dez dias sem o tratamento. Voltou, fez mais uma sessão e notaram que os rins estavam enfraquecidos, a doença havia progredido. Ela teve de parar”, contou.

A médica, então, foi para os Estados Unidos para levar Preta de volta ao Brasil. “Recebi a notícia numa quinta-feira, cheguei com a Flora na casa em que ela estava em Nova York no sábado de manhã. Quando me aproximei, ela arregalou os olhos grandes e lindos e eu falei: ‘Vamos para casa’. Programamos a volta para o dia seguinte. Eu voltaria com ela em um avião UTI do aeroporto de Long Island, Flora com os familiares e amigos em um voo comercial, do aeroporto JFK”, explicou.

O dia da morte de Preta Gil

A médica Roberta Saretta detalhou os últimos momentos de vida de Preta Gil. A cantora passou mal ao chegar no aeroporto para retornar ao Brasil.

“Quando a ambulância chegou para levá-la ao aeroporto e os paramédicos mediram as taxas, ela estava estável, com índices normais, pressão, eletro, tudo. Ela queria, com todas as forças, chegar no Brasil. Durante o trajeto de uma hora e 20 minutos de viagem até o avião, fiquei de frente para ela, repetindo que a levaria para casa. Ela foi acordada o tempo todo. Ao chegar no aeroporto, ela passou mal, vomitou”, disse.

E continuou: “‘Estamos quase lá'”, eu falei. ‘Preta, você dá conta de viajar? Segura mais um pouco?’. E ouvi a resposta: ‘Não dou conta’. Pedi para o paramédico nos levar ao hospital mais próximo. Chegamos em oito minutos. Quiseram reanimá-la, poucos minutos depois ela se foi”.

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