
Fábia OliveiraColunas

Matheus Costa e Felca se unem a médico no combate a jogos de azar
O psiquiatra Ervin Cotrik realizou uma série de lives e debates para alertar os internautas sobre os vícios em apostas
atualizado
Compartilhar notícia

Não é de hoje que alguns influenciadores alertam para o vídeo em jogos de azar, principalmente os virtuais. Felca e Matheus Costa estão nesta lista e se uniram ao psiquiatra Ervin Cotrik para combater a prática.
O especialista, formado pela UFRJ e vice-coordenador da comissão A Sociedade Contra o Preconceito da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), convidou os rapazes para, junto ao presidente da instituição, Antônio Geraldo, realizar uma série de lives e debates para alertar os internautas sobre o problema, que vem aumentando. Durante as transmissões, Felca e Matheus Costa abordaram suas experiências e reflexões sobre o tema.
A participação dos dois
Famoso por trollar o pai, Seu Zé, nas redes sociais, Matheus Costa comentou: “Eu sempre tive uma educação muito certinha com meu pai, ele sempre me falou muito sobre certo e errado. O jogo funciona como qualquer outro vício. Eu tenho uma mãe fumante, que eu luto pra ela parar de fumar. Então, sei como é difícil lidar com qualquer tipo de vício”, opinou, antes de completar:
“Acho que o papel do influenciador é influenciar para o bem, por respeito a quem nos segue. Meus seguidores me deram tudo que tenho hoje. Para mim, moralmente, sabendo que as bets são tão nocivas e prejudiciais, é impossível influenciar alguém a isso, retribuir meu seguidor com algo que faça tão mal”, analisou.
Matheus ainda foi além
O carioca ainda comentou sobre as justificativas de outros influencers que divulgam os jogos: “O maior argumento dos que divulgam é ‘joga quem quer, ninguém é obrigado’, mas quando você tá incentivando a algo, você quer que a pessoa jogue. É difícil ver colegas meus, influenciadores, com muito alcance, milhões de seguidores fazendo isso”, lamentou.
E seguiu: “É um Cavalo de Tróia, a pessoa te permite entrar na casa dela e você leva a ela esse vício. É um assunto muito sério e não pode ser levado na brincadeira, até pra quem perde tudo que tem acreditando em bets, quem tem filhos viciados, pessoas que atrasam contas por isso! Eu jamais faria. A maioria das pessoas que estão ali, estão precisando de dinheiro e não podendo brincar com dinheiro. A grande verdade que não se fala é que ninguém fica rico com isso. Essa propaganda toda reflete a normalização do absurdo!”, disparou.
Gravidade da situação
Felca fez coro ao colega de profissão e também destacou a gravidade do tema: “Apostas são um vício cruel e construído para você se viciar, se você for colocar dinheiro no tigrinho, vou orar para que você perca”, declarou.
Em seguida, ele opinou: “O vício não é inserido quando a pessoa perde, o problema é quando ganha dinheiro. Porque quando (dentro de uma enorme sorte, em que 1 em milhões ganha) se ganhar, você vai entender que ali se pode ganhar, e você acaba entrando num ciclo: ‘Ganhei, vou tentar ganhar mais. Perdi, vou tentar recuperar'”, observou.
Logo depois, ele pontuou: “E, aí, você já está inserido no vício, e daí já é questão de autocontrole de cada um, tem gente que tem mais e gente que tem menos. A aposta tem uma semelhança muito grande com dependência química”, comparou.
Análise profissional
Em conversa com a coluna, o psiquiatra reforçou a importância de ações coordenadas: “Precisamos somar forças com todas as instituições. O vício dos jogos de azar já é uma preocupação de saúde pública,”, disse.
A iniciativa reflete também o compromisso do médico em tornar a especialidade médica mais acessível e contribuir para uma sociedade mais consciente: “Buscar ajuda é inteligência, nunca será fraqueza”, concluiu, ao reforçar a importância do apoio psicológico na prevenção e tratamento da dependência.














