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Fábia Oliveira

Mãe de Gabriel Ganley comove web com carta ao filho

Em vídeo emocionante, Clarisse Ganley leu uma carta escrita ao filho 20 dias após a morte do influenciador

Fábia Oliveira13/06/2026 16:20
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Reprodução/redes sociais.
Mãe de Gabriel Ganley comove web com carta ao filho

Clarisse Ganley, mãe do fisiculturista e influenciador Gabriel Ganley, apareceu nas redes sociais em um vídeo em que lê uma carta escrita ao filho, 20 dias após a morte dele.

Emocionada, ela falou sobre o processo de luto e sobre a dificuldade de lidar com a perda precoce do jovem, que morreu aos 22 anos.

O desabafo da mãe de Gabriel Ganley

No desabafo, Clarisse destacou a conexão que tinha com Gabriel e a forma como ele se relacionava com as pessoas ao redor.

“Eu sou uma pessoa muito mais das palavras escritas do que da comunicação, mas o meu filho tinha o dom de se conectar e transmitir amor, transmitir verdade, transmitir aquele brilho do olhar de criança feliz que ele tinha”, afirmou.

Ao longo da leitura, a mãe relembrou a trajetória do filho desde o nascimento e descreveu a relação de proximidade entre os dois, marcada por apoio constante e parceria no dia a dia. Em um dos trechos mais emocionados, ela reforçou a dimensão da perda e o impacto da ausência.

“Somos instantes, e a vida levou ele cedo demais. Nenhuma mãe está preparada para isso, mas só uma mãe é capaz de suportar essa dor. Eu nunca mais serei inteira”, disse.

Clarisse também falou sobre a decisão de seguir em frente, apesar da dor. “Mas por ele, eu fiz a promessa de continuar. Por ele, eu escolho seguir. Por ele, eu escolho ser forte e me levantar todo dia honrando tudo aquilo que ele me ensinou”, declarou.

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Gabriel Ganley.
Gabriel Ganley.
Gabriel Ganley e a mãe, Clarisse
Clarisse Ganley e Gabriel Ganley.
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Gabriel Ganley.

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Gabriel Ganley e a mãe, Clarisse
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Gabriel Ganley e a mãe, Clarisse

Reprodução/ Instagram
Clarisse Ganley e Gabriel Ganley.
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Clarisse Ganley e Gabriel Ganley.

Reprodução/redes sociais.

Leia a carta na íntegra

“O bebezinho que vocês aprenderam a amar foi o bebê que no dia 19 de agosto de 2003, numa manhã de terça-feira chuvosa, eu dei a luz. Ele chegou na minha vida de forma inesperada, superou uma gravidez conturbada e veio ao mundo com tanta pressa que quase não deu tempo de chegar na maternidade. Quando eu encontrei a minha última força e vi a vida surgindo através de mim.

Eu entendi o meu propósito na Terra e ressignifiquei o sentido da vida de uma menina assustada que temia não dar conta de uma missão tão extraordinária. Por ele, eu virei mulher cedo demais. Eu aprendi a cuidar quando ainda precisava ser cuidada, a ser adulto e responsável quando ao meu redor todo mundo era jovem, imaturo e destemido. Por ele, eu aprendi a amar além do imaginável, a desafiar o impossível, a zelar a prole como uma leoa e a proteger alguém de forma incondicional.

Ele me deu os melhores dias da minha vida, as noites mais acolhedoras, os maiores abraços, carinhos e agarros. Ele foi a minha companhia mais incrível nos passeios, viagens, trilhas e caminhadas infinitas, na rotina do dia a dia e nas conversas das madrugadas sem fim. Meu parceiro de vida, companheiro de alma, meu melhor amigo, meu menino, meu pequeno, meu moleque, meu sócio, meu patrão, meu rabugento, meu princeso, meu gigante, meu bebêzão, minha melhor pessoa no mundo.

Ele me fez forte, me ensinou a acreditar em mim mesma e no melhor da vida. Ele foi o motivo pelo qual eu me mantive de pé nos últimos 22 anos. A razão pela qual eu levantei, lutei e cheguei a trabalhar em três lugares ao mesmo tempo para fazer dele um ser humano melhor. Ele prometeu que me daria orgulho, uma vida maravilhosa e que sempre cuidaria de mim. E ele se tornou um homem incrível, uma pessoa extraordinária que espalhou amor, carinho, humildade, força, fé, carisma e determinação, cativando uma legião de pessoas que descobriram o que eu sempre soube, que aquele menino era imenso. Somos instantes, e a vida levou ele cedo demais.

Nenhuma mãe está preparada para isso, mas só uma mãe é capaz de suportar essa dor. Eu nunca mais serei inteira. Parte de mim se foi com ele, e o mundo nunca mais sorrirá para mim da mesma forma de quando ele esteve ao meu lado. Mas por ele, eu fiz a promessa de continuar. Por ele, eu escolho seguir. Por ele, eu escolho ser forte e me levantar todo dia honrando tudo aquilo que ele me ensinou.

O amor que ele espalhou em vida tem chegado até mim o tempo todo, em forma de carinho, mensagens, orações, homenagens e o acolhimento de um país inteiro. Esse tem sido o combustível que me dá ainda mais a certeza de continuar. Eu me sinto um pouco mãe de toda a tropa do bebezinho. E é também por vocês que eu seguirei o legado daquele menino que carregava o brilho no olhar, a força no coração e a certeza de que seria imenso. Levarei comigo a luz do meu menino para sempre e honrarei o legado do meu filho, do nosso bebezinho até o último dia da minha vida. A gente não tem mais ele, mas eu tenho vocês e vocês têm a mim. Vai ser muito difícil, mas a gente vai seguir por ele.”

Relembre o caso

Gabriel Ganley foi encontrado morto dia 23 de maio, aos 22 anos. O influenciador e fisiculturista teve a morte confirmada por familiares, que informaram a perda nas redes sociais.

De acordo com informações posteriores, o corpo do jovem foi localizado após o registro da ocorrência e a confirmação do óbito mobilizou familiares e pessoas próximas. A despedida foi marcada por homenagens e mensagens de luto publicadas por amigos e seguidores.

O atestado de óbito, divulgado em seguida, apontou que a causa da morte foi uma morte súbita provocada por cardiomiopatia hipertrófica, condição em que o músculo do coração se torna mais espesso e pode comprometer o bombeamento de sangue.

A doença pode ser silenciosa e muitas vezes não apresenta sintomas, mas pode evoluir para complicações graves. Especialistas apontam que há fatores genéticos envolvidos e que, em alguns casos, o quadro pode ser agravado por uso de substâncias como anabolizantes, embora isso não tenha sido confirmado no caso de Gabriel.

O corpo do fisiculturista foi cremado em uma cerimônia reservada, restrita a familiares e amigos próximos. Segundo a mãe, esse era um dos desejos do jovem em vida.

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