Letícia Laranja celebra 1ª protagonista em trama bíblica da Record
“Conflitos continuam extremamente atuais”, disse a atriz Letícia Laranja, que vive sua primeira protagonista em Amor em Ruínas, da Record

A atriz Letícia Laranja vive um novo e celebrado momento na carreira. Depois de participar de novelas na TV Globo, como Terra e Paixão e Dona de Mim, a artista alçou novos voos e foi escolhida como a protagonista da série Amor em Ruínas, nova produção bíblica da Record.

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Essa é a primeira vez que Letícia Laranja vive a personagem principal em uma produção nacional. Na trama, já disponível no streaming Univer Vídeo e que chega à TV aberta ainda no segundo semestre, ela interpreta Gomer, figura central da história inspirada no livro bíblico de Oseias.
Em conversa com a coluna Fábia Oliveira, a atriz falou sobre a nova fase na carreira e deu alguns detalhes da nova série da Record. Segundo Letícia, apesar de Amor em Ruínas ser uma produção de época inspirada em textos bíblicos, seus temas continuam atuais.
“O que mais me encanta na Gomer é justamente a humanidade dela”, disse a artista”. “Muitas vezes, olhamos para personagens bíblicos como figuras distantes, mas, quando mergulhamos na história dela, percebemos que seus conflitos continuam extremamente atuais. Acho que ela nos convida a refletir sobre julgamentos, recomeços, vulnerabilidade e amor.”
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNa história, Gomer é uma mulher de personalidade forte, marcada por conflitos, fragilidades e escolhas que transformam sua trajetória em um dos pilares da história. Letícia Laranja lidera o elenco da produção ao lado de Murilo Cezar, no papel do profeta Oseias, e de Sergio Marone.
Confira o bate-papo completo:
Essa é sua primeira protagonista. A responsabilidade é maior?
Eu acredito que protagonismo não é um lugar de carregar tudo sozinha, mas de entender que esse é um trabalho construído em conjunto. Existe, sim, um compromisso muito grande, mas ele é compartilhado com toda a equipe.
Fez alguma preparação especial?
A preparação para viver a Gomer aconteceu em muitos lugares: no estudo do texto, na pesquisa sobre a personagem, nas conversas com a direção e, principalmente, no mergulho emocional que ela me exigiu. Foi um processo muito bonito de me permitir ser atravessada pelas questões que ela carrega e construir essa mulher da forma mais verdadeira possível.
Gomer tem uma história intensa na Bíblia. Quais ensinamentos você acha que ela pode trazer aos espectadores?
O que mais me encanta na Gomer é justamente a humanidade dela. Muitas vezes, olhamos para personagens bíblicos como figuras distantes, mas, quando mergulhamos na história dela, percebemos que seus conflitos continuam extremamente atuais. Acho que ela nos convida a refletir sobre julgamentos, recomeços, vulnerabilidade e amor. Todos nós carregamos feridas, dúvidas e contradições, e a Gomer nos mostra que a nossa história não precisa ser definida pelos nossos erros ou pelas escolhas que fizemos em determinados momentos da vida.
Você esteve em outras produções, inclusive em outras emissoras. O que esse novo projeto tem de especial?
Cada trabalho tem um lugar muito especial na minha trajetória, e eu sou profundamente grata por tudo o que vivi até aqui. Mas esse projeto chegou em um momento muito importante da minha vida e da minha carreira. Além de ser minha primeira protagonista, é uma personagem que me transformou em muitos aspectos. A Gomer me convidou a olhar para questões que também existiam em mim, e isso é uma das maiores magias da atuação. É um projeto que me permitiu crescer artisticamente e viver uma troca muito bonita com toda a equipe, algo que certamente vou levar comigo para sempre.
Dessa vez, você está em uma produção de época, com roupas e cenários diferentes. Quais são os desafios de contar esse tipo de história?
Existe um desafio muito interessante em dar vida a uma história que se passa em outro tempo e em um contexto tão diferente do nosso. O figurino, os cenários e toda a construção estética ajudam muito nesse processo de imersão, mas o maior desafio é fazer com que o público perceba que, apesar de ser uma história de época, os sentimentos humanos permanecem os mesmos. Amor, medo, culpa, esperança e desejo de pertencimento são universais. Acho que o nosso trabalho é justamente construir essa ponte entre o passado e o presente, permitindo que as pessoas se reconheçam na trajetória da personagem.














