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Leiloeiro se pronuncia após polêmica com mansão de Ana Hickmann
Em nota, a Biasi Leilões negou qualquer irregularidade e reiterou o compromisso com a Justiça; caso envolve mansão em Itu da apresentadora
atualizado
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Após a polêmica envolvendo o leilão da mansão de Ana Hickmann, em Itu, interior de São Paulo, o leiloeiro Eduardo Consentino, da Biasi Leilões, decidiu se manifestar. Em nota enviada à coluna Fábia Oliveira, ele afirmou que todos os atos seguiram rigorosamente as determinações judiciais e negou qualquer irregularidade no procedimento.
Como já revelado aqui, no dia 19 de fevereiro, a apresentadora apresentou à Justiça uma manifestação pedindo a suspensão do procedimento e questionou a atuação do leiloeiro, alegando pressa injustificada e tentativa de vistoria com base em uma suposta ordem judicial inexistente. O leilão acabou sendo suspenso por decisão liminar.
“A Biasi Leilões reforça que todas as providências adotadas seguiram estritamente o rito processual e estão devidamente documentadas nos autos, não havendo qualquer conduta irregular ou precipitada. A empresa e o leiloeiro Eduardo Consentino reiteram seu compromisso com a legalidade, a transparência e o fiel cumprimento das determinações judiciais”, diz o texto.
Leia a nota na íntegra:
“A Biasi Leilões esclarece que o leilão judicial do imóvel vinculado à apresentadora Ana Hickmann foi regularmente autorizado por decisão proferida nos autos do processo nº 1031214-46.2024.8.26.0100, em trâmite perante a 44ª Vara Cível do Foro Central da Comarca de São Paulo do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
A decisão nomeou formalmente o leiloeiro Eduardo Consentino e determinou o cumprimento dos artigos 886 a 903 do Código de Processo Civil, além das normas da Corregedoria Geral da Justiça. O despacho também autorizou expressamente o ingresso da equipe do leiloeiro no imóvel para registro fotográfico e organização das visitas, servindo como ordem judicial para tal finalidade.
Em cumprimento ao que foi determinado pelo Juízo, o condomínio foi formalmente comunicado sobre a vistoria, tendo inicialmente autorizado o acesso por e-mail, documento devidamente protocolado nos autos. Posteriormente, houve desautorização, igualmente juntada ao processo. A data de 9 de março, às 15h, foi então indicada para a realização da vistoria, com a informação de que a executada acompanharia a visita.
A Biasi Leilões reforça que todas as providências adotadas seguiram estritamente o rito processual e estão devidamente documentadas nos autos, não havendo qualquer conduta irregular ou precipitada.
A empresa e o leiloeiro Eduardo Consentino reiteram seu compromisso com a legalidade, a transparência e o fiel cumprimento das determinações judiciais, permanecendo à disposição para esclarecimentos técnicos à imprensa”.
Entenda o caso
A 44ª Vara Cível do Foro Central do Estado de São Paulo determinou o leilão da mansão onde Ana Hickmann e Alexandre Correa viviam, em Itu. O imóvel, avaliado em R$ 35 milhões, seria levado à hasta pública para quitar uma suposta dívida superior a R$ 900 mil, em ação movida por Danielle Murayama Fujisaki contra a empresa Hickmann Serviços Ltda.
Como a coluna revelou, Ana Hickmann apresentou embargos para tentar anular o leilão. A apresentadora sustenta que, como coproprietária do imóvel, não teria sido intimada da penhora, o que violaria exigência legal. Ela também afirma que a mansão está em alienação fiduciária ao Banco Daycoval, o que impediria que o bem fosse utilizado como garantia da dívida.
A defesa da comunicadora ainda classificou o caso como “excesso de garantias”, argumentando que um imóvel milionário estaria sendo usado para assegurar uma dívida de valor significativamente inferior.












