Metrópoles - O mais acessado do Brasil
Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Fábia Oliveira

Jogadores gays do vôlei brasileiro sofrem ataques homofóbicos na web

A coluna falou com uma advogada criminalista, que explicou as consequências criminais dos comentários preconceituosos voltados aos atletas

Fábia Oliveira11/06/2026 12:53
Metrópoles - O mais acessado do Brasil
Compartilhar notícia
CBV/Divulgação
Jogadores gays do vôlei brasileiro sofrem ataques homofóbicos na web - Metrópoles

Jogadores assumidamente gays da Seleção Brasileira masculina de vôlei voltaram a ser alvos de ataques homofóbicos nas redes sociais, após a divulgação de fotos oficiais da equipe para a Liga das Nações.

Entre os atletas que apareceram nos registros e foram atacados estão Douglas Souza, Douglas Pureza, Maique Reis e Adriano Xavier. Alguns deles posaram usando peças com as cores do arco-íris, símbolo associado à comunidade LGBTQIAPN+.

Após a publicação das imagens, diversos comentários preconceituosos começaram a circular nas redes sociais, questionando a masculinidade dos rapazes e associando orientação sexual a estereótipos ofensivos. O episódio gerou indignação entre fãs, influenciadores e defensores da diversidade no esporte.

Consequências legais

Para a advogada criminalista Silvana Campos, esse tipo de comportamento ultrapassa a esfera da opinião e pode ter consequências legais.

Jogadores gays do vôlei brasileiro sofrem ataques homofóbicos na web - destaque galeria
11 imagens
Douglas Souza posa durante ensaio com a Seleção de vôlei
Douglas Souza grava vídeo para as redes sociais
Maique Reis comemora durante um dos jogos
Maique Reis faz coração com as mãos durante ensaio fotográfico
Douglas Pureza faz pose com o uniforme da Seleção de vôlei
Douglas Souza posa sorridente com a blusa da Seleção Brasileira
1 de 11

Douglas Souza posa sorridente com a blusa da Seleção Brasileira

CBV/Divulgação
Douglas Souza posa durante ensaio com a Seleção de vôlei
2 de 11

Douglas Souza posa durante ensaio com a Seleção de vôlei

CBV/Divulgação
Douglas Souza grava vídeo para as redes sociais
3 de 11

Douglas Souza grava vídeo para as redes sociais

CBV/Divulgação
Maique Reis comemora durante um dos jogos
4 de 11

Maique Reis comemora durante um dos jogos

CBV/Divulgação
Maique Reis faz coração com as mãos durante ensaio fotográfico
5 de 11

Maique Reis faz coração com as mãos durante ensaio fotográfico

CBV/Divulgação
Douglas Pureza faz pose com o uniforme da Seleção de vôlei
6 de 11

Douglas Pureza faz pose com o uniforme da Seleção de vôlei

CBV/Divulgação
Jogadores de vôlei posam sorridentes durante ensaio
7 de 11

Jogadores de vôlei posam sorridentes durante ensaio

CBV/Divulgação
Jogadores de vôlei gravam vídeo para o Instagram
8 de 11

Jogadores de vôlei gravam vídeo para o Instagram

Instagram/Reprodução
Jogadores gays do vôlei brasileiro sofrem ataques homofóbicos na web
9 de 11

Jogadores gays do vôlei brasileiro sofrem ataques homofóbicos na web

CBV/Divulgação
Jogadores de vôlei fazem pose antes de um campeonato importante
10 de 11

Jogadores de vôlei fazem pose antes de um campeonato importante

CBV/Divulgação
Jogadores de vôlei posam juntos e sorridentes
11 de 11

Jogadores de vôlei posam juntos e sorridentes

CBV/Divulgação

“A homofobia é equiparada ao crime de racismo no Brasil desde decisão do Supremo Tribunal Federal. Comentários ofensivos, discriminatórios ou que incentivem humilhação pública em razão da orientação sexual podem, sim, gerar responsabilização criminal e até indenização na esfera cível”, explicou.

Responsabilidade pelos ataques

Segundo a especialista, a internet não elimina a responsabilidade de quem pratica ataques preconceituosos: “Muitas pessoas acreditam que redes sociais funcionam como um espaço sem consequências jurídicas, mas isso não é verdade”, afirmou.

E continuou: “Dependendo do conteúdo publicado, o autor pode responder criminalmente por discriminação, injúria preconceituosa e discurso de ódio”, pontuou Silvana Campos.

Dificuldades dos jogadores

Os ataques também reacenderam discussões sobre a dificuldade enfrentada por atletas LGBTQIAPN+ no esporte masculino profissional. Embora o vôlei brasileiro seja frequentemente apontado como um dos esportes mais abertos à diversidade, especialistas destacam que o preconceito ainda se manifesta de forma intensa, principalmente nas redes sociais.

Para a advogada, casos como esse mostram a importância da denúncia e do posicionamento institucional diante de ataques discriminatórios.

“Quando o preconceito é naturalizado, ele se fortalece socialmente. Por isso, é fundamental que plataformas, entidades esportivas e autoridades tratem esse tipo de ataque com seriedade. O combate à homofobia passa também pela responsabilização de quem pratica violência verbal e simbólica”, concluiu.

Receba no seu email as notícias da coluna Fábia Oliveira

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters