Joana Cabral faz desabafo sobre saúde mental: “Medo de ficar com gente"
Em um desabafo sincero nas redes sociais, a artista revelou que aprendeu a amar a própria companhia

A atriz Joana Cabral surpreendeu ao inverter uma lógica que muitas mulheres têm medo de admitir. Em um desabafo sincero nas redes sociais, a artista revelou que aprendeu a amar a própria companhia e, hoje, seu medo é outro: o de voltar a se perder no meio de muita gente.
“Amo ficar sozinha. Tenho medo de ficar com gente”, disparou Joana.

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Ver todasA atriz conta que durante anos viveu a famosa conta invisível do cuidado – aquela em que a mulher acorda mais cedo para organizar a casa, planeja as refeições, checa prazos do trabalho, cuida dos filhos, apoia os amigos e, no fim do dia, está com o saldo mental no vermelho.
“Eu tinha medo de ficar sozinha porque achava que solidão era fracasso. Hoje eu tenho medo de ficar com gente porque é no meio de muita gente, de muita demanda, de ter que dar conta de tudo, que eu me abandonei. Ficar com gente, para mim, era estar o tempo todo cuidando, servindo, sendo o porto seguro de todo mundo. E eu me esvaziava”, explicou.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO relato de Joana não é à toa. Segundo o Ministério da Previdência Social, o Brasil registrou recorde de 546 mil afastamentos por transtornos mentais em 2024, sendo mais de 60% de mulheres. O relatório Esgotadas, da ONG Think Olga, mostra que 45% das brasileiras já têm diagnóstico de ansiedade ou depressão.
Fenômeno que já atingiu famosas como Anitta, Bruna Marquezine, Maiara, Fernanda Souza e Tatá Estaniecki, que já falaram abertamente sobre crises de ansiedade e Burnout por conta da jornada 360º de serem perfeitas em tudo.
“Discutir o esgotamento feminino apenas como ‘preciso descansar mais’ é ignorar o básico. Mulheres não adoecem por fragilidade; adoecem porque operam em um ecossistema moldado para gastar todos os recursos na vida alheia, deixando o extrato pessoal zerado”, analisou Danieli Wegermann, especialista em liderança e comportamento feminino.
Para sair do “cheque especial emocional”, Joana conta que fez três investimentos.
O depósito do escrever para curar; o fundo de estabilização: parar 30 segundos, respirar, observar e só depois agir, e valorizar o que já tem.
“O papel aguenta o que a voz ainda não aguenta. Escrevo 15 minutos por dia e organizo meu caos”, disse Joana. “Em vez de focar no que falta, faço um balanço dos meus pilares. Minha rede de apoio, meu tempo livre real”, completou.
“Proteger minha saúde mental foi entender que estar sozinha não é solidão, é companhia de mim mesma. E estar com muita gente, o tempo todo, sem limite, é que me deixava realmente sozinha de mim. Hoje eu escolho com quem eu fico. E principalmente, escolho ficar comigo”, finalizou a atriz.











