
Fábia OliveiraColunas

Influenciadora revela diagnóstico de catapora aos 29 anos e desabafa
Camila Pudim usou os stories do Instagram, na quarta-feira (22/4), para contar sobre o risco do problema de saúde e fez um alerta
atualizado
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Aos 29 anos, Camila Pudim foi surpreendida ao descobrir que está com catapora. A influenciadora usou os stories do Instagram, na quarta-feira (22/4), para contar sobre o diagnóstico, o risco do problema de saúde e fez um alerta.
“Peguei catapora com 29 anos. Estou com várias bolinhas pelo corpo. A doutora disse que, se eu não fosse vacinada, minha situação seria crítica”, começou ela.
Em seguida, a influenciadora fez um desabafo: “Infelizmente, vou ter que me ausentar nos próximos dias. Estou morrendo de saudade de gravar para vocês, mas preciso me recuperar antes”, concluiu.
Os sintomas
A catapora é transmitida de pessoa a pessoa, por meio de contato direto ou de secreções respiratórias (saliva, espirro, tosse etc) e, raramente, através de contato com lesões de pele ou por meio de objetos contaminados. O período de incubação do vírus é de 4 a 16 dias.
De acordo com o site da Fiocruz, os sintomas, em geral, começam entre 10 e 21 dias após o contágio. Normalmente, o paciente desenvolve vesículas ou bolhas de conteúdo claro e com as bordas avermelhadas. Essas bolhas, que surgem na pele de todo o corpo, inclusive no couro cabeludo, boca e outras mucosas, aparecem em surtos (várias ao mesmo tempo).
As vesículas vêm acompanhadas de coceira, febre baixa a moderada, com duração média de quatro dias, além de mal estar, cansaço, dor de cabeça e perda de apetite. Outra característica da doença é que ela é polimórfica, ou seja, o paciente tem lesões de pele em vários estágios diferentes ao mesmo tempo: vesículas com conteúdo claro, às vezes um pouco mais turvo e já com crostas secas.
Complicações
Ainda segundo a instituição, a catapora cria na pele uma porta de entrada para bactérias, que poderão causar infecções na pele e até atingir a corrente sanguínea, provocando infecções sistêmicas e invasivas.
A possibilidade de pneumonite viral, causada diretamente pela catapora, exige atenção. Crianças acima de 12 anos e adultos apresentam maior potencial para desenvolvimento dessa complicação grave.
Além disso, pacientes imunossuprimidos podem apresentar a doença disseminada, ter acometimento do sistema nervoso central, encefalite por varicela, entre outras complicações.
O tratamento
O instituto relatou, ainda, que em crianças pequenas não é indicado qualquer tratamento, nem mesmo os conhecidos banhos de permanganato, que, quando mal diluído, pode causar queimaduras na pele.
O ideal é fazer a higiene adequada da pele, com água e sabão, durante o banho diário, e cortar bem as unhas da criança para que ela não coce as vesículas, o que aumenta o risco de infecção.
O tratamento específico com a medicação aciclovir só é indicado em adultos ou pacientes acima dos 12 anos, pois a taxa de complicação da doença nessas faixas etárias costuma ser maior. Em algumas situações, pode-se lançar mão de medicações anti-histamínicas visando conter o prurido que acompanha as lesões de pele.














