
Fábia OliveiraColunas

Humorista se manifesta sobre suposta contradição em acidente do filho
O humorista Vinicius Antunes comentou o acidente que vitimou o filho de 9 anos, no Rio de Janeiro, durante velório nesta quarta (1º/4)
atualizado
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A emoção tomou conta do velório de Francisco Farias Antunes, de 9 anos, filho do humorista Vinicius Antunes, conhecido nas redes sociais como Cacofonias. O menino morreu atropelado por um ônibus no Rio de Janeiro. Ao falar com a imprensa, o artista disse que evitou ver imagens do ocorrido e pediu mais “estrutura” e “segurança” na cidade.
Assista:
‘O Rio não é uma cidade em que a gente vive, mas sobrevive’, diz humorista que perdeu o filho em acidente com bike elétrica https://t.co/xMMMPpwaBk #g1 pic.twitter.com/qlPvtsYOks
— g1 (@g1) April 1, 2026
Velório
Chico, como era chamado pelo pai, foi velado e sepultado nesta quarta-feira (1°/4) no Cemitério da Penitência, no bairro do Caju, no Rio de Janeiro. Além da criança, a esposa do humorista, Emanoelle Martins Guedes de Farias, de 40 anos, também morreu no acidente. Ambos estavam em uma bicicleta elétrica quando foram atingidos pelo coletivo.
Em conversa com a imprensa, Vinicius afirmou que evitou ver imagens do acidente e que não se sente “preparado” para analisar supostas contradições entre imagens de câmeras de segurança e o depoimento do motorista do ônibus.
“Eu pulei todas as imagens, todas as informações sobre o acidente. Sei que foi um acidente, mas acho que vai ter gente mais preparada nesse momento para lidar com esse tipo de coisa”, disse o humorista. “Nesse momento, eu só queria sepultar meu filho mesmo, encerrar esse ciclo”, ressaltou.
Em seguida, ele falou sobre a falta de segurança no Rio: “Espero que as pessoas vejam isso, punam se tiver que punir, mas o certo é que ele não vai voltar. Espero mais estrutura, porque o Rio de Janeiro não é uma cidade que a gente vive, é uma cidade que a gente sobrevive, onde todo dia pessoas saem de casa e não voltam mais. Então, que a gente tenha mais segurança, não só no trânsito.”
Contradição
Os registros de câmeras de segurança analisados pela Polícia Civil mostram o momento da colisão e indicam elementos que divergem da versão apresentada inicialmente pelo motorista do coletivo.
No depoimento, o condutor afirmou que a bicicleta teria sido “fechada” por um carro preto, o que teria provocado a queda das vítimas na pista central. No entanto, as imagens não evidenciam essa manobra atribuída ao veículo que aparecia atrás do ônibus.
Emanoelle morreu ainda no local do atropelamento. Já o filho chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. O trecho onde ocorreu o acidente não conta com ciclofaixa, informação que também passou a ser considerada nas apurações.












