
Fábia OliveiraColunas

Humorista revela que o filho, morto aos 9 anos, tinha diabetes: “Medo”
Vinicius Antunes, conhecido como Cacofonias, usou o Instagram, nesta sexta-feira (3/4), para recordar a luta do filho contra a doença
atualizado
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Após perder o filho, de apenas 9 anos, em um trágico acidente de trânsito, na Tijuca, zona norte do Rio, o humorista Vinicius Antunes, conhecido como Cacofonias, usou o Instagram, nesta sexta-feira (3/4), para recordar a luta de Chico contra o diabetes e relatou que tinha medo de a doença matar a criança.
“Meu medo é que o diabetes pudesse matar o Chico. No meio da noite, eu acordava com os alarmes do xDrip (monitorador de glicose), passava o dia olhando os números subindo e descendo enquanto ele estava na escola”, recordou.
Em seguida, o pai contou: “Todo mês comprava absolutamente todos os insumos do Chico: tresiba, fiasp, agulhas, fitas medidoras, álcool, libres”, enumerou.
Tratamento de ponta
Ainda na publicação, Cacofonias comentou sobre os cuidados com o filho: “Mesmo o dinheiro muitas vezes não alcançando, eu queria que o Chico tivesse um tratamento de ponta. O levei no melhor endocrinologista que conheci, sempre muito carinhoso com meu filho, que me fazia sonhar e ter esperança que ainda nessa vida o Chico poderia ser curado da diabetes. Eu imagina passar esse dia com Chico já adulto e como seria feliz”, afirmou, antes de completar:
“Meu maior sonho era ver a tal cura do diabetes. Chico não gostava de falar sobre esse assunto. ‘Pai… Tá muito longe’. Sempre pareceu que ele sabia que o nosso tempo era curto”, escreveu.
Dificuldades com as escolas
Em seguida, o humorista contou: “Tive muita dificuldade, ao longo desses anos, com a inclusão escolar. Em dado momento, Chico chegou a estudar em um colégio municipal em que eu tinha que ficar o horário escolar todo na escola porque não tinha acompanhamento”, observou.
E continuou: “Eu levava meu computador e trabalhava de lá. Quem me segue há muito tempo acompanhou essa fase. Sorte que Chico também teve o @cmstijuca e o @cp2.tijuca1 que deram todo carinho e suporte que o Chico precisava”, disse.
Convivência com a doença
Logo depois, o pai do menino falou da convivência com a doença: “É possível viver bem e feliz com diabetes, mas pra isso precisamos cobrar mais atuação pública. Meu forte abraço a todos os amigos diabéticos, aos pais de diabéticos e um especial na minha irmã diabética, que foi quem me ensinou tudo sobre essa doença desde quando éramos muito jovens. Vanessa segue viva e agora não tão feliz”, declarou.
No fim, ele lamentou a causa da morte: “Chico morreu. Não foi de diabetes. Há coisas muito mais assassinas que uma doença”, concluiu.























