
Fábia OliveiraColunas

Hana Khalil sobre uso de maconha desde os 15 anos: “Todos os dias”
Segundo a ex-BBB, ela fuma desde os 15 anos, usando a planta de forma recreativa e medicinal para tratar ansiedade, insônia e endometriose
atualizado
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Hana Khalil abriu o jogo e revelou detalhes da sua relação com a maconha. Segundo a ex-BBB, ela fuma desde os 15 anos, usando a planta de forma recreativa e medicinal para tratar ansiedade, insônia e endometriose. Para a influenciadora, é impossível engolir a incoerência que permite publicidade de álcool em todos os espaços, enquanto censura conversas a cannabis.
“A minha relação com a cannabis é de longa data. O primeiro baseado que eu fumei foi quando eu tinha 15 anos. A minha relação com a cannabis é um pouco recreativa, mas eu também me trato de várias formas, já usei em gotas, já usei em gummies…”, disse ela em entrevista à Revista Breeza.
Ela completou: “Eu tenho um padrão de canabidiol, com prescrição, porque eu tenho muita ansiedade, muita insônia e tenho também endometriose, que dá muita cólica, que precisa da planta e isso me atendeu sempre muito bem em diversas questões terapêuticas, mas com recreativo, não vou mais conter isso: eu fumo maconha todos os dias, é uma coisa que tá na minha rotina, amplia muito meus horizontes criativos. (…) Tenho minhas ressalvas também a fazer sobre o consumo de maconha, aqui (no Brasil) a gente não tem acesso a plantas legalizadas, então fica difícil da gente acessar o que é bom pra ansiedade e o que não é”.
No papo, Hana Khalil explicou o motivo de divulgar essa bandeira e destacou que o que mais a incomoda é a incoerência social em torno do tema.
“Eu acho que de uns tempos pra cá, eu me lancei nessa outra pauta, que pra mim é importante não só por fazer parte de mim, mas porque, gente, eu tenho uma questão pessoal, tem muitos alcoolistas na minha família, vários não estão mais aqui. E é perturbador saber que, enquanto a gente pode fazer publicidade de álcool, enquanto a gente pode colocar álcool estampado nas coisas e incentivar, estimular, ainda que beba com moderação, a gente sabe que não é essa a verdade. A vida das pessoas acaba por causa de álcool, muitas, muitas pessoas. E a gente não consegue conversar muito sobre isso, porque é uma coisa vista como socialmente autorizada”, disse.
A ex-BBB seguiu: “Acho extremamente contraditório a gente poder falar sobre álcool, a gente poder estampar as paredes de ‘beba com moderação’, sendo que eu sei que para as pessoas da minha família que têm uma questão com álcool, é totalmente delicado, é um gatilho, enquanto a gente não pode falar sobre consumir maconha, que é algo que não tem riscos, e os estudos estão aí para confirmar isso. Obviamente, a fumaça a longo prazo oferece riscos, a gente tem essas questões, mas, ainda assim, ela não está nem equiparada ao tanto de gente que morre por causa de álcool”.
Hanna Khalil completou: “As pessoas não morrem por usar maconha. Acho que a questão da planta ser algo extremamente versátil e ela poder ser a solução de vários problemas do capitalismo e pode nos dar coisas incríveis. Ela poderia agora estar nesse copo de plástico, a gente podia estar usando um copo biodegradável, mas a gente não está”.







