Gravidez aos 40, como de Sabrina Sato, pode ter riscos e pede cuidados
Especialista esclarece riscos e cuidados necessários para mulheres que engravidam após os 40 anos e a necessidade do acompanhamento médico

A apresentadora Sabrina Sato, de 45 anos, encantou os seguidores nesta segunda-feira (22/6) ao anunciar que está grávida do marido, o ator Nicolas Prattes. O anúncio reacendeu um debate importante: os riscos que uma gestação após os 40 anos pode representar e os cuidados necessários para que a mãe e o bebê vivam o momento com saúde.
Mamãe de novo
“O nosso amor chamou e floresceu. Deus sabe de tudo”, escreveu Sabrina Sato ao anunciar que será mãe pela segunda vez. A famosa já é mãe de Zoe, fruto do seu relacionamento com o ator Duda Nagle.
Segundo especialistas, porém, uma gestação nessa faixa etária exige atenção redobrada, planejamento e acompanhamento médico individualizado. “Segundo o Ministério da Saúde, toda gestação após os 35 anos já é considerada de alto risco”, explicou a ginecologista Fernanda Torras.
“Isso não significa que algo ruim vá acontecer, mas que essa mulher precisa de um acompanhamento mais próximo e individualizado”, ressaltou. Segundo a profissional, aos 45 anos a fertilidade já está reduzida e o organismo passa por mudanças importantes.
Uma gravidez aos 40 anos aumenta os riscos de hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, trombose e parto prematuro. “Para o bebê, existe uma chance maior de alterações cromossômicas e de prematuridade. Quanto melhor a avaliação cardiovascular, metabólica e hormonal antes da gravidez, maior a chance de uma gestação segura”, disse.
Acompanhamento
Segundo a médica, o acompanhamento durante a gravidez costuma ser mais intenso quando comparado ao de mulheres mais jovens, especialmente pela necessidade de monitorar condições que podem impactar a evolução da gestação.
“O pré-natal costuma ser mais intenso. Além do obstetra, muitas vezes é necessário o acompanhamento de outros profissionais, como cardiologista, endocrinologista e nutricionista, dependendo do histórico de cada mulher. Controlar pressão arterial, glicemia, ganho de peso, qualidade do sono e manter atividade física adequada passa a ser ainda mais importante”, contou.
Outro ponto que chama atenção no caso de Sabrina Sato é o histórico de duas perdas gestacionais nos últimos anos. Para a especialista, embora a situação demande investigação, ela não impede necessariamente uma nova gestação bem-sucedida.
“Duas perdas gestacionais merecem uma investigação cuidadosa, mas não significam que uma nova gravidez não possa evoluir bem. Hoje temos recursos para avaliar causas genéticas, hormonais, anatômicas, imunológicas e trombofílicas. Quando uma mulher engravida novamente após perdas anteriores, o acompanhamento costuma começar muito cedo”.

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