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Fábia Oliveira

Fratura de Gisele Bündchen acende debate sobre saúde óssea feminina

Ortopedista, nutróloga e endocrinologista explicam os cuidados necessários para preservar músculos e ossos, especialmente após os 40 anos

03/11/2026 10:56
Reprodução/Redes sociais
Gisele Bundchen

A fratura no pé sofrida por Gisele Bündchen chamou atenção após a modelo ser fotografada em Miami, nos Estados Unidos, usando muletas e uma bota ortopédica. O episódio levantou dúvidas sobre a recuperação da brasileira e também abriu espaço para uma discussão sobre a saúde óssea feminina. Especialistas ouvidos pela coluna Fábia Oliveira explicam os cuidados necessários após uma fratura e destacam a importância de preservar músculos e ossos, especialmente com a aproximação da menopausa.

Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a lesão teria impedido Gisele de retornar às passarelas da Victoria’s Secret no desfile realizado em 18 de outubro. A modelo participou do evento por meio de vídeos gravados anteriormente. Até o momento, ela não divulgou detalhes sobre a fratura, o osso atingido ou o tratamento realizado.

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O ortopedista Danilo Mizusaki, que atua em medicina regenerativa, explicou à coluna que a recuperação depende das características específicas de cada lesão. O diagnóstico é fundamental para definir a necessidade de imobilização e o tempo necessário para a cicatrização.

“A recuperação precisa considerar o diagnóstico específico, já que voltar a caminhar ou praticar exercícios antes da liberação médica pode prolongar o processo de cicatrização”, alertou.

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Atenção à saúde óssea feminina

O episódio também chama atenção para a importância dos cuidados com a saúde óssea ao longo da vida. Após os 40 anos, preservar músculos e ossos passa a ser uma preocupação ainda maior, especialmente diante da aproximação da menopausa. A redução do estrogênio durante essa transição hormonal pode acelerar a perda de densidade mineral óssea e aumentar o risco de osteopenia e osteoporose. Isso não significa, porém, que toda fratura nessa faixa etária esteja relacionada a essas condições.

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Gisele Bundchen
Gisele Bündchen compartilha fotos das férias em Tahiti com Joaquim Valente e o filho, River
Gisele Bündchen com o Fantasy Bra, da Victoria's Secret, em 2005
Gisele Bündchen com o pé machucado
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Gisele Bündchen com o pé machucado

@federicomorgantini/Instagram/Reprodução
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Gisele Bündchen compartilha fotos das férias em Tahiti com Joaquim Valente e o filho, River

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Gisele Bündchen com o Fantasy Bra, da Victoria's Secret, em 2005
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Gisele Bündchen com o Fantasy Bra, da Victoria's Secret, em 2005

Jamie McCarthy/WireImage

A médica Gabriela Rossmam, especialista em Clínica Médica com pós-graduação em Nutrologia, ressalta que a preservação da massa muscular também precisa fazer parte dos cuidados com o envelhecimento. Segundo ela, o emagrecimento não deve ser avaliado apenas pelo número apresentado na balança.

“Não basta perder quilos rapidamente. Precisamos observar de onde vem essa perda. Quando a mulher emagrece sacrificando massa muscular, pode comprometer a força, a funcionalidade e o controle metabólico. O tratamento deve priorizar a redução de gordura corporal quando necessária, mas também a preservação dos músculos”, orientou.

O fortalecimento muscular contribui para o equilíbrio, a estabilidade das articulações e a prevenção de quedas. Já os exercícios com sustentação de peso e resistência, quando adequados às condições individuais, ajudam a preservar a densidade óssea. A alimentação também tem papel importante, com ingestão suficiente de cálcio e proteínas e manutenção de níveis adequados de vitamina D.

A endocrinologista Patrícia Gracitelli, que atua com medicina do estilo de vida e saúde metabólica, reforça que a prevenção depende de uma rotina equilibrada e não apenas da alimentação.

“Muitas pessoas acreditam que cuidar do metabolismo significa apenas reduzir calorias. Mas o sono, o estresse e a atividade física também participam desse processo. Dormir pouco pode aumentar a fome e dificultar escolhas alimentares equilibradas. Por isso, precisamos olhar para a rotina de maneira integral”, explicou.

Segundo os especialistas, mulheres com histórico de fraturas após pequenos traumas, menopausa precoce, uso prolongado de corticoides ou antecedentes familiares de osteoporose devem conversar com seus médicos sobre a necessidade de investigação. A densitometria óssea, exame que avalia a densidade mineral dos ossos, costuma ser recomendada rotineiramente a partir dos 65 anos, mas pode ser indicada antes quando existem fatores de risco.