
Fábia OliveiraColunas

Flora Cruz desabafa sobre a morte do pai, Arlindo Cruz: “Tô perdida”
Em uma postagem no Instagram, a influenciadora desabafou sobre a saudade e afirmou estar sem chão; Arlindo morreu na última sexta (8/8)
atualizado
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Flora Cruz usou as redes sociais, nesta terça-feira (12/8), para falar sobre o pai, Arlindo Cruz, que morreu aos 66 anos na última sexta (8/8). Em uma postagem no Instagram, a influenciadora desabafou sobre a saudade e afirmou estar sem chão.
“Eu tive o melhor pai do mundo todo nessa vida aqui, que privilégio! A saudade tá sufocando DEMAIS, não sei como vai ser, tô perdida, sem chão, sem saber como serão os próximos dias sem você”, escreveu ela.
Flora completou: “Mas nós vamos JUNTOS ATÉ DEPOIS DO FIM, PRA SEMPRE. VALEU, PAI”, finalizou.
Arlindo Cruz estava internado no Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro desde abril. O sambista lidava com as sequelas de um acidente vascular cerebral hemorrágico (AVC) sofrido em 2017.
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Viúva e filhos sobre Arlindo Cruz: “Pior do que perder era ver sofrer”
No último domingo (10/8), Babi Cruz, Arlindinho e Flora Cruz, viúva e filhos de Arlindo Cruz, falaram sobre a morte em entrevista ao Fantástico.
“Era assim desde sempre, com ele bem, a família sempre foi muito animada… Ninguém nunca soltou a mão de ninguém. Nesses últimos 8 anos de meio a gente aproveitou pra estar mais unido cuidando dele”, disse Arlindinho.
Questionados sobre quem era o Arlindo Cruz que o Brasil não conhecia, Babi Cruz se emocionou e destacou: “O final da minha adolescência foi toda com esse homem, que ajudou a formar a minha personalidade. Um ser humano acima da curva. Eu agradeço pelas quatro décadas que vivemos juntos”, falou.
Flora, por sua vez, definiu Arlindo como “o melhor pai do mundo”. “É meio clichê, mas ele era muito a frente do tempo, muito meu amigo. Ele preparou muito a gente pra enfrentar o mundo, as adversidades… Um pai incrível! O nosso melhor amigo, nosso melhor colo. Hoje a gente perde um grande colo, o melhor colo do mundo todo”, disse.
Já Arlindinho declarou: “Um ensinamento. Todos os dias. Trabalho, luta, amor ao samba. Amor aos filhos, amor à vida”. Sobre o legado de carregar o samba e o nome do pai, o sambista disse: “Sei que jamais vou ser 10% do que meu pai foi, mas vou seguir um legado, fazer do meu jeito. Procurar melhor mais ainda e honrar”.
Sobre o período de cuidados com Arlindo Cruz desde o AVC em 2017, a família revelou ter encontrado força no próprio cantor para seguir. “Enquanto ele teve força pra se manter aqui com a gente, ele se manteve”, destacou Flora.
Arlindo foi homenageado na avenida por duas vezes, no Rio e em São Paulo. Seu velório aconteceu na quadra do Império Serrano cerca de festa. O famoso foi enterrado no domingo (10/8).
“É muito difícil, né? Mas talvez seja um dia de maior alívio. Pior do que perder meu pai era ver ele sofrendo”, disparou Arlindinho. “Espero que ele descanse em paz, que tenha luz”, acrescentou ele. “Enquanto eu fechava o caixão, eu dizia: ‘Valeu, pai’, falei muito ‘valeu’, porque de fato valeu. Valeu demais”, pontuou.
O enterro de Arlindo Cruz aconteceu no dia de Iroko, orixá ancestral guardião do tempo, da ancestralidade e das árvores sagradas. “Nada mais lindo, foi no tempo dele. Nada melhor do que o tempo ser o responsável por todos os atos da nossa vida. Ninguém vai fora do seu tempo”.







