Festeiro, marido de governador desaparece durante a crise no RS
O comportamento e a falta de engajamento do primeiro-cavalheiro Thalis Bolzan diante da tragédia vêm causando revolta na população

Em meio à crise no Rio Grande do Sul, parte da população se pergunta aonde está o primeiro-cavalheiro Thalis Bolzan, que se casou com o governador Eduardo Leite em segredo em Trancoso, na Bahia, e desde então vive no Palácio Piratini, em Porto Alegre.
O que vem causando revolta na população é que, apesar da tragédia que assola o estado, ele não fez uma única postagem em seu feed tentando ajudar os conterrâneos do marido e os contribuintes que bancam a estadia do médico no palácio do governo, assim como de seus cachorros, que se juntaram aos do governador.

Receba no seu email as notícias da coluna Fábia Oliveira
Frequência de envio: Diário
Ver todasThalis está sempre pronto para receber figuras famosas e públicas como o ex-BBB Mateus Amaral ou o Presidente Lula e a primeira-dama Janja — essa, sim, atuante na crise que afeta o estado gaúcho. Ele também se faz presente ao lado do governador quando há encontros de celebridades ou festas fora do estado.
Ou seja, Thalis usa e desfruta do que lhe é conveniente: casa, comida, roupa lavada e todos os luxos oferecidos pelo palácio Piratininga, mas é incapaz de usar suas redes e ser figura presente na ajuda aos gaúchos que o acolheram.
É falado em várias rodas que o rapaz chega a usufruir de passagens áreas pagas pelo governo do estado para acompanhar o governador — como foi no encontro com a cantora Ivete Sangalo durante o Carnaval.
Em meio às primeiras enchentes, o primeiro-cavalheiro aparecia bem animado também num show da cantora baiana.
Oficialmente, o cargo de primeira dama ou primeiro-cavalheiro nao é oficial, mas é uma tradição o cônjuge do candidato eleito atuar na ajuda em obras assistenciais e outras áreas.
Médico de formação, Thalis com certeza poderia ser útil. Falta empatia ao jovem rapaz que usufruiu do bem bom e some na hora que quem banca tudo isso precisa. Ainda há tempo de mudar. Que tal ser mais atuante, Thalis?
Número de mortos sobe para 90
O número de mortos após as enchentes no Rio Grande do Sul subiu, na manhã desta terça-feira (7/5), para 90. Há ainda quatro óbitos sob investigação, 132 pessoas desaparecidas e 361 feridos. A informação consta no mais recente boletim da Defesa Civil do estado.
Até o momento, 1.367.506 pessoas foram afetadas pelas chuvas fortes em 388 municípios. Desse total, quase 156 mil estão desalojadas, e outras 48 mil foram acolhidas em abrigos.
Conforme a atualização do boletim de infraestrutura, mesmo com trégua nas chuvas, o nível do Guaíba, em Porto Alegre, segue acima da cota de inundação. Nesta terça-feira (7/5), a água do rio atingiu o patamar de 5,27 metros, ou seja, 2,27 metros acima do limite para inundação, que é de 3 metros.
O Rio Guaíba atingiu o maior nível no último domingo (5/5), quando registrou 5,33 metros. O recorde anterior ocorreu em 1941 (4,76 metros). Confira o nível dos rios:
Ainda de acordo com o documento, 451 mil estão sem energia e quase 650 mil encontram-se sem abastecimento de água. Além disso, algumas operadoras estão sem sinal de internet e telefone.
As aulas seguem suspensas em toda a rede municipal do estado gaúcho. Ao todo, 790 escolas foram afetadas e outras 388 estão danificadas, prejudicando 273.155 mil estudantes em 216 municípios. Além disso, 52 escolas funcionam como abrigo.
Rodovias
Atualmente, são 95 trechos em 41 rodovias com bloqueios totais e parciais, entre estradas e pontes. As informações são do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), consolidadas com o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), abrangendo também rodovias concedidas e as administradas pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR).
A Secretaria de Logística e Transportes (Selt) trabalha para desobstruir as rodovias o mais rápido possível, de maneira a garantir o tráfego de veículos e pedestres. Veja a seguir a situação de cada rodovia atingida.
Governo reconhece calamidade pública no RS
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), assinou, no domingo (5/5), portaria reconhecendo estado de calamidade pública em 336 municípios do RS “em decorrência de chuvas intensas”.
Em visita às áreas afetadas pelas enchentes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu que a ajuda ao estado chegará “sem burocracia”, acrescentando que vai auxiliar a reconstruir as rodovias.


























