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Fernando Sampaio é condenado após campanha misógina contra influencer
A coluna descobriu, com exclusividade, que o ator foi condenado em uma ação judicial movida pela influenciadora Luiza Aragão
atualizado
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A coluna Fábia Oliveira descobriu, com exclusividade, que Fernando Sampaio foi condenado em uma ação judicial movida pela influenciadora Luiza Santana Aragão. Na decisão do último dia 10, a juíza Letícia Antunes Tavares, da 2ª Vara Cível de Itapecerica da Serra, em São Paulo, pontuou que, mesmo citado, o famoso se manteve inerte na ação, tornando-se revel.
Luiza Santana pede indenização de R$ 100 mil por danos morais, alegando que Fernando a constrangeu e intimidou durante a participação no programa A Grande Conquista, no ano passado. Entre os episódios narrados na ação estão ofensas verbais, gestos obscenos, ameaça física — incluindo o lançamento de uma porta — e a publicação de sua imagem nas redes sociais acompanhada da frase “Chora não, bonequinha”, considerada pela defesa como debochada e misógina.
O que diz a decisão
Na decisão, a magistrada esclareceu que, pela leitura dos fatos, ficou claro que Fernando Sampaio extrapolou o limite do tolerável. Fez constar, também, que a narrativa de Luiza Santana Aragão foi amparada por provas documentais e testemunhais.
Segundo o documento, as testemunhas ouvidas foram unânimes ao confirmar a dinâmica dos fatos entre os ex-colegas de reality. A juíza destacou que Fernando Sampaio realizou uma campanha pública contra Luiza, utilizando sua imagem e atrelando-a a um conteúdo de cunho misógino, reduzindo a figura da mulher e reforçando estereótipos de gênero de forma pejorativa.
Complementando, a magistrada deixou claro que Sampaio ultrapassou as fronteiras da liberdade de expressão e de torcida em um jogo, atingindo não só a dignidade de Luiza, mas as de mulheres em geral.
Como resultado, Fernando Sampaio foi condenado a indenizar Luiza Aragão em R$ 50 mil. O montante foi fixado à luz da gravidade das ofensas, a repercussão em rede nacional e a extensão dos danos agravada pela campanha misógina em redes sociais.





