Fábia Oliveira

Fala de Maíra Cardi sobre controle gera alerta de especialistas

Especialistas explicam como o ciúme e a vigilância afetam relacionamentos

atualizado

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1 de 1 fala-de-maira-cardi-sobre-controle-gera-alerta-de-especialistas - Foto: Reprodução/Redes sociais.

A recente declaração de Maíra Cardi, na qual afirmou não permitir que o marido, Thiago Nigro, trabalhe com outras mulheres, voltou a colocar em pauta um tema antigo e delicado: o controle dentro dos relacionamentos.

“Esse eu não perco”, disse a influenciadora ao revelar que contratou uma secretária lésbica para o companheiro. A fala, que viralizou nas redes sociais, gerou debates sobre ciúme, insegurança e os limites entre amor e posse.

Controle não é prova de amor

Para a psicóloga clínica Anastacia Cristina Macuco Brum Barbosa, o comportamento de Maíra reflete uma herança cultural.

“As mulheres foram ensinadas, historicamente, a medir seu valor pelo olhar do outro, especialmente do homem. O controle surge como tentativa de preservar o amor e garantir reconhecimento, numa cultura que ainda responsabiliza a mulher por ‘segurar’ a relação”, explica.

Segundo Anastacia, muitos homens interpretam o controle como desconfiança, mas também têm dificuldade em lidar com a própria vulnerabilidade.

“Em vez de dialogar sobre o medo da parceira, muitos respondem com afastamento ou silêncio. Isso acaba reforçando o desequilíbrio e a falta de comunicação entre o casal”, afirma.

Ela alerta que o controle não impede a traição. “Na verdade, pode acentuar o desequilíbrio de poder: enquanto uma vigia, o outro se sente autorizado a esconder. É uma dinâmica que reforça papéis antigos, com a mulher no lugar de fiscal e o homem no papel de transgressor. A confiança verdadeira só nasce quando há autonomia emocional dos dois lados. A mulher precisa entender que não precisa controlar para ser amada, e o homem, que ser livre não é ser irresponsável.”

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Maíra Cardi e Thiago Nigro
Maíra Cardi e Thiago Nigro
"Choro, desespero, ansiedade", desabafa Thiago Nigro após expor feto
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Maíra Cardi e Thiago Nigro revelam nome da primeira filha
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Maíra Cardi e Thiago Nigro revelam nome da primeira filha

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Vigilância enfraquece a intimidade

A terapeuta tântrica e especialista em relacionamentos Dri Linares acrescenta que o controle muitas vezes nasce de inseguranças profundas.

“Ele pode vir de experiências passadas, como traições, rejeições ou abandonos, que criam a crença de que o outro vai escapar. Também pode estar relacionado à baixa autoestima e ao medo de não ser suficiente”, comenta.

Segundo Dri, controlar o outro gera sensação temporária de poder, mas fragiliza a intimidade. “Quando alguém se sente vigiado, perde a espontaneidade e o desejo de estar junto.”

Pode gerar rebeldia e traição

Ela ainda explica que o controle excessivo pode tanto inibir quanto motivar uma traição. “Em alguns casos, o parceiro entende o controle como preocupação genuína e isso reduz o medo da perda. Mas quando o comportamento é sufocante, pode gerar rebeldia e afastamento emocional. O controle exagerado cria o terreno ideal para que alguém busque um escape fora da relação”, diz a terapeuta.

Dri ressalta que a confiança é construída, e não imposta. “É essencial trabalhar as próprias inseguranças, entender de onde vem o ciúme e comunicar o que se sente de forma clara e respeitosa. Em vez de acusar o outro, é mais produtivo dizer ‘eu sinto’ ou ‘eu temo’. O diálogo verdadeiro nasce quando há espaço para vulnerabilidade e autonomia”, conclui.

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