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Fábia Oliveira

Fábio Assunção fala sobre dependência química e recomeços: "Doeu"

A coluna teve acesso a trechos da entrevista do ator ao podcast Tantos Tempos de Carolina Soutello e Aaron Sutton; episódio vai ao ar dia 29

Repórter de Fábia Oliveira27/10/2025 12:42
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Fábio Assunção como Juliano em Garota do Momento - Metrópoles

Vai ao ar nesta quarta-feira (29/10) o novo episódio do podcast Tantos Tempos, que reúne o ator Fábio Assunção e a escritora Noemi Jaffe em uma conversa franca sobre envelhecer, recomeçar e se reconhecer no tempo. A coluna teve acesso a trechos da entrevista, na qual o ator revisita sua trajetória, incluindo o período em que enfrentou a dependência química.

Aos 52 anos, Fábio falou sobre a decisão de retomar os estudos como aluno de Ciências Sociais na PUC-SP, e como a maturidade trouxe uma nova relação consigo mesmo. Mas é quando relembra o passado recente que o ator revela um dos pontos mais sensíveis da conversa. Ele comentou o peso do julgamento social durante o período em que lutava contra o vício:

“O que mais doeu não foi o que eu vivi, mas a forma como as pessoas me olhavam”, disse Fábio Assunção.

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Fábio Assunção
Fabio Assunção desabafa após 7 meses sem ver a caçula: "Aqui tem amor"
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Fabio Assunção desabafa após 7 meses sem ver a caçula: "Aqui tem amor"
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Fabio Assunção desabafa após 7 meses sem ver a caçula: "Aqui tem amor"

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Foto: Globo/Reprodução

O ator refletiu sobre como o estigma acompanha quem enfrenta a dependência química, mesmo após a recuperação. Ele destacou, ainda, que o recomeço exige reconstruir vínculos, coragem para assumir fragilidades e disposição para se olhar com verdade, sem máscaras, personagens ou discursos prontos.

Além disso, Fábio Assunção falou sobre o Projeto Velho Amigo, do qual participa e que trabalha para garantir dignidade e visibilidade à população idosa. Para ele, envelhecer com consciência é, antes de tudo, continuar aprendendo a se reinventar.

Noemi Jaffe

Já Noemi Jaffe, autora de Te dou a minha palavra e O livro dos começos, discutiu o que chama de “novas ditaduras da naturalidade”, padrões que surgem até mesmo dentro do discurso de que “o envelhecimento deve ser natural”. Ela falou sobre estranhamento do corpo, memória e a liberdade que surge quando se aceita a passagem do tempo sem tentar apagá-la.

O episódio, que chegou ao número 37 da série, é mais um capítulo do projeto criado por Carolina Soutello e Aaron Sutton, que se propõe a pensar o envelhecer para além da perda, como movimento, transformação e continuidade. A conversa vai ao ar no dia 29/10, em todas as plataformas de áudio.

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