
Fábia OliveiraColunas

Eyshila relembra vício do marido em drogas: “Socava a parede em crise”
A cantora falou sobre o começo do namoro com Odilon: “Se Jesus não tivesse interferido no curso dessa história, eu não estaria aqui hoje”
atualizado
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A cantora e pastora Eyshila participou da terceira temporada do podcast PodCrê e recordou o início do relacionamento com seu marido, o pastor Odilon Santos. A artista falou sobre a luta dele contra as drogas.
Eyshila, que na época tinha 17 anos, só descobriu o vício do então namorado após um ano juntos. Ela contou que já estava muito apaixonada e foi alertada por familiares do pastor, mas decidiu encarar o desafio.
“Foi a primeira grande batalha que eu tive que encarar na minha vida. Entre idas e vindas, eu namorei, noivei, terminei o noivado e casei com Odilon. Ele teve uma recaída muito grande no primeiro ano do nosso casamento e foi desafiador. A gente teve umas brigas sérias”, contou ela.
Ela continuou: “O Odilon nunca me encostou o dedo ou foi violento comigo, mas eu fui com ele. Eu gritava, queria sacudir e falar para largar o vício. Ele socava a parede quando estava drogado ou em crise de abstinência. Era um hospício! Se Jesus não tivesse interferido no curso dessa história, eu não estaria aqui hoje”, confessou a pastora.
Casados há 28 anos, Eyshila e Odilon sofreram um baque em suas vidas, em 2016, com a morte do filho mais velho, Matheus. Na época com 17 anos, o adolescente faleceu depois de uma meningite viral.
“Deus não provoca as tragédias, mas Ele sabe o que fazer com elas. Ninguém espera que um filho vai adoecer em 14 dias e vai embora. Eu pensei que não ia conseguir respirar mais, porque a vida muda completamente. É muito importante a gente entender quais são as vozes ao nosso redor, na hora de uma tempestade; porque são muitos barulhos que a gente ouve e eles nos confundem. Fizemos tudo aquilo que um crente faz num momento tão terrível como esse, mas a resposta de Deus foi não. Não para nós e sim para o céu”, disse ela.
Eyshila contou, ainda, que sua experiência de superação do luto até hoje toca a vida de muitas mães pelo Brasil.
“Eu sou a mãe que devolveu o filho para Deus. Ainda estou sonhando com novas vitórias e tenho novas lutas diante de mim. As lutas não respeitam os lutos, por isso eles têm que ser muito bem elaborados. A gente não vive só suportando dores nesta vida. A gente vive de fé em fé, de glória em glória, de vitória em vitória, de milagre em milagre e o milagre ainda sou eu. Eu vou seguir e eu não me rendo à minha dor”, falou.









