
Fábia OliveiraColunas

Ex-produtor faz acusações graves contra viúva de Gal Costa
Em desabafo nas redes sociais, Gabriel Fischmann fez duras críticas a Wilma Petrillo ao relembrar os três anos da morte de Gal Costa
atualizado
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Gabriel Fischmann, ex-produtor de Gal Costa, publicou um desabafo em suas redes sociais no dia em que o falecimento da cantora completou três anos.
Em seu relato, Fischmann fez críticas e acusações graves à empresária Wilma Petrillo, afirmando que ela “trapaceou, sujou, maculou” e teria prejudicado pessoas ao longo dos anos.
O que diz o post de Gabriel Fishmann
“Há 3 anos um país inteiro ficou conhecendo a sua cara de cão, de caos, de coice, de coisa ruim… até então, era apenas uma lenda baixa, o pavor isolado, um vulto escuro do showbiz, ser abjeto de bastidor underground da MPB…”, escreveu ele ao compartilhar uma foto de Wilma no velório de Gal Costa.
Ele continuou: “Infelizmente, o pior, aquilo que todos nós temíamos, aconteceu e você mostrou quem é, e a finalidade a que veio; ao vivo, sem máscaras, em horário nobre, em páginas sinistras de periódicos que, se espremidas, pingariam sangue e lágrimas entre os caracteres…”.
O ex-produtor prosseguiu afirmando: “Prejudicou, trapaceou, golpeou, sujou, maculou… uma vida repleta de maldades, desacertos e tragédias! Certas coisas o tempo não pode apagar, o perdão não pode ser concedido e o ódio torna-se eterno… destruiu vidas ‘em vida’, impôs marcha fúnebre onde era ‘dança de alegria’, vetou o ‘ritual da inspiração’, tingiu de negro o que um dia foi azul…”.
Ele encerrou com a mensagem: “E a sua sina, pessoa nefasta, será o ócio doído, o tédio improdutivo, a lembrança trágica precedida pelo mais absoluto esquecimento. Que o inferno seja o lugar mais propício para ti nos dias em que o Xaxará do rei te varrer deste mundo”.
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Relembre
Gal Costa, uma das vozes mais emblemáticas da música brasileira, morreu em 9 de novembro de 2022, aos 77 anos. A perda da artista, referência da MPB e dona de um repertório que atravessou gerações, deu início a um processo judicial envolvendo seu legado e seu patrimônio.
Logo após sua morte, começou uma disputa sobre a administração dos bens e a configuração familiar da cantora no período anterior ao falecimento.
A ação envolveu o filho adotivo da artista, Gabriel Costa, e Wilma Petrillo, que esteve ao lado de Gal por anos e também atuava como sua empresária. O ponto central era o reconhecimento da união estável entre ambas, o que determinaria a divisão do espólio.
Durante o processo, Gabriel contestou o vínculo e pediu autorização para exumar o corpo da mãe, argumentando a necessidade de esclarecer as circunstâncias da morte e garantir os direitos sucessórios.
Wilma, por sua vez, afirmou que Gal havia expressado o desejo de ser sepultada sem autópsia e reiterou sua condição de companheira com direitos patrimoniais.
Acordo
A disputa durou quase dois anos e foi encerrada em setembro de 2024, quando as partes firmaram um acordo. Pelo entendimento, Gabriel e Wilma passaram a dividir bens, royalties e responsabilidades relacionadas ao espólio da artista.
O acordo prevê a venda de um imóvel e a redistribuição gradual dos direitos autorais até a conclusão da liquidação. Assim, encerrou-se o litígio e foram definidos os termos para a administração do legado de Gal Costa.





