Ex-paquito revela que foi cortado de especial de Xuxa após conversão
Conhecido como Xandy, artista contou que foi cortado de especial do Xou da Xuxa após se converter ao Evangelho e recusar músicas da época

Em entrevista ao podcast PodCrê, Alexandre Canhoni, conhecido como Xandy na época em que integrou o grupo de paquitos do Xou da Xuxa, na Rede Globo, revelou por que foi cortado de um especial de dez anos da atração após sua conversão religiosa.
O ex-paquito e agora missionário também relembrou os bastidores de sua trajetória artística, contou sobre a realização de pactos para alcançar sucesso profissional e detalhou episódios dramáticos vividos durante mais de duas décadas de missões no Níger, país da África Ocidental.

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Alexandre contou que sua relação com a equipe de Xuxa Meneghel era extremamente profissional, mas também marcada por uma certa ambição pessoal. Em busca de projeção solo, ele admitiu ter recorrido a práticas de ocultismo no meio artístico.
“Acredito que as portas se abrindo, no meio de comunicação, tenham sido devido a coisas de pacto. Infelizmente, isso é muito comum no meio artístico, um alto percentual de envolvimento com ocultismo, mas também havia meu esforço extremo em ensaiar e me preparar”, confessou Canhoni.
Apesar de manter contato amigável com ex-colegas, como Marcello Faustini e Eider Santos, o Dídio, e lamentar a recente morte de Robson Barros, Canhoni rompeu o contato com Xuxa após sua conversão ao Evangelho, em 1995.
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O ex-paquito revelou ainda que foi cortado de uma comemoração de dez anos do Xou da Xuxa em 1996. Segundo ele, a produção chegou a perguntar se cantaria as músicas da época, mas sua resposta acabou impedindo sua participação.
“A volta dos Paquitos nunca foi cogitada; mas, em um especial de dez anos, me perguntaram se eu cantaria as músicas da época. Falei que só cantaria louvores ou músicas autorais com mensagens positivas. Daí, me cortaram do especial. Hoje não faz sentido pular carnaval ou cantar coisas que não representam minha verdade”, afirmou.
Demissão no auge e conversão no cinema Copan
Em 1992, surpreendendo a produção e a própria TV Globo, Alexandre pediu demissão no auge do sucesso dos Paquitos para investir na carreira solo. Ele lançou discos no Brasil e na América Latina até que, em fevereiro de 1995, prestes a assinar um contrato de lançamento mundial, teve sua trajetória transformada.
Na época, enquanto caminhava pelo Centro de São Paulo, o artista ouviu o som de uma passagem de som que o irritou. Ele foi até o local, que funcionava como Cine Renascer, com a intenção de brigar com os músicos. No entanto, a situação tomou outro rumo.
Ao ser reconhecido pelo público, Alexandre ajudou a regular o som do evento e fez uma oração desafiadora a Deus, pedindo uma mudança radical de vida caso existisse algo maior. Na mesma semana, cancelou contratos e turnês internacionais por fax, abandonou a indústria da música secular e ingressou na faculdade de Teologia.
Incêndio, perseguição e prisão na África
Morando desde 2002 no Níger, país com 99,9% de população islâmica, Canhoni lidera a ONG AGED de Níger ao lado da esposa, Geovana. O projeto atende quase mil crianças diariamente, oferecendo serviços de nutrição, creches, escola de futebol e suporte hospitalar.
A rotina no país, porém, também envolve situações extremas e episódios em que o missionário chegou a temer pela própria vida. Em 2015, a base da missão foi atacada e queimada, obrigando a família a fugir no último segundo.
Alexandre também relatou o dia em que foi detido e mantido em um cativeiro sob suspeita de ser um espião internacional. A desconfiança, segundo ele, estaria relacionada ao seu passado de voluntariado em Israel, nas Forças de Defesa de Israel (IDF), e à atuação na região.
“Fui levado encapuzado para uma cela minúscula. Não sabia se seria executado. Minha oração era apenas para que, se chegasse a hora, que a tortura fosse evitada e fosse uma execução rápida. Por milagre, o coração das autoridades foi mudado e fui libertado”, revelou Alexandre Canhoni.
















