
Fábia OliveiraColunas

Ex-gestora da Fla eSports acusa Flamengo de má-fé em disputa judicial
Após o time rubro-negro acionar a Justiça contra a Medellin Games, a ex-administradora da Fla eSports rebateu as acusações
atualizado
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A Medellin Games, agência que era responsável pelos naming rights (direito de nome) do Flamengo nas operações de e-sports, resolveu enfrentar o clube na Justiça. A coluna Fábia Oliveira soube que, depois do time rubro-negro iniciar uma ação na 10ª Vara Cível da Capital pedindo a rescisão imediata do contrato, a retomada da operação da Fla eSports e a proibição do uso da marca por terceiros, a empresa apresentou sua defesa.
Em resposta, a Medellin afirma que o contrato firmado em setembro de 2023 possuía duração de 30 meses, tendo sido encerrado automaticamente em março deste ano. A empresa sustenta ainda que não foi notificada sobre uma eventual rescisão antecipada, alegando erro no envio das comunicações do clube.
Segundo a ré, também aconteceram negociações entre as partes para a resolução de pendências financeiras, mas o Flamengo teria omitido informações relevantes no processo. Por isso, a Medellin pede o reconhecimento de má-fé processual.
Entenda o caso
O Flamengo acionou a Justiça, em janeiro, contra a empresa responsável pela gestão da equipe Fla eSports, alegando descumprimento de contrato e uso indevido da marca após o fim da parceria. O vínculo entre as partes havia sido firmado em setembro de 2023, autorizando a exploração da marca do clube no segmento de e-sports por 30 meses, mediante pagamentos fixos e variáveis.
Segundo o clube, a empresa não cumpriu obrigações financeiras previstas, como a taxa inicial de R$ 100 mil e a garantia mínima de R$ 530 mil, além de valores atrelados a patrocínios. Diante disso, o Flamengo pede decisão liminar para retomar o controle das redes sociais do Fla eSports e impedir o uso de seus símbolos.
No processo, o rubro-negro também solicita a confirmação da rescisão contratual, o pagamento de multa de R$ 200 mil e a quitação de valores que somam ao menos R$ 630 mil, além de outras possíveis indenizações, como lucros cessantes e correções legais.





