Fábia Oliveira

Estreando no horário nobre, Alana Cabral recorda racismo na infância

A atriz, de 18 anos, conversou com a coluna, com exclusividade, e falou sobre as coisas que a mãe ouvia: “Tinha que ser aquela Negrinha”

atualizado

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Estevam Avellar/TV Globo
Estreando no horário nobre, Alana Cabral recorda racismo na infância - Metrópoles
1 de 1 Estreando no horário nobre, Alana Cabral recorda racismo na infância - Metrópoles - Foto: Estevam Avellar/TV Globo

Alana Cabral, de apenas 18 anos, está prestes a conquistar o público de vez. A jovem atriz faz sua estreia no horário nobre da TV Globo interpretando Joélly, uma das protagonistas da nova novela Três Graças, que será exibida a partir da próxima segunda-feira (20/10).

Com carisma de sobra e talento reconhecido nos bastidores, Alana promete ser um dos grandes nomes da nova geração de atrizes brasileiras. A personagem da moça vai encarar um grande desafio: a gravidez na adolescência.

Desafios no início

Quem vê a expectativa do sucesso da nova novela não tem ideia de que o caminho que Alana Cabral percorreu até aqui nem sempre foi fácil. Aos 6 anos, ainda em Arujá, São Paulo, ela insistiu com a mãe para participar de um concurso de beleza infantil.

O resultado? Foi coroada Miss Arujá 2013, sendo a única menina negra entre as concorrentes. O momento, que deveria ser só de alegria, também revelou o lado cruel do preconceito.

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Alana Cabral posa durante o lançamento da novela
Alana Cabral posa durante o evento de lançamento da novela Três Graças.
Alana Cabral posa sorridente para as redes sociais
Alana Cabral posa caracterizada como Joélly, de Três Garças
Estreando no horário nobre, Alana Cabral recorda racismo na infância
Em Três Garças, Alana Cabral vai interpretar Joélly
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Em Três Garças, Alana Cabral vai interpretar Joélly

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Alana Cabral posa durante o lançamento da novela
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Alana Cabral posa durante o lançamento da novela

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Alana Cabral posa durante o evento de lançamento da novela Três Graças.
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Alana Cabral posa durante o evento de lançamento da novela Três Graças.

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Alana Cabral posa sorridente para as redes sociais
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Alana Cabral posa sorridente para as redes sociais

Instagram/Reprodução
Alana Cabral posa caracterizada como Joélly, de Três Garças
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Alana Cabral posa caracterizada como Joélly, de Três Garças

Estevam Avellar/TV Globo
Estreando no horário nobre, Alana Cabral recorda racismo na infância
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Estreando no horário nobre, Alana Cabral recorda racismo na infância

Instagram/Reprodução

“Na época, eu não entendia o que estava acontecendo, porque não via problema em ser negra. Mas minha mãe ouviu pessoas dizendo: ‘Tinha que ser aquela negrinha ganhando’”, contou.

Blindada

Ainda durante o bate-papo, atriz revelou que ainda não entendia o que estava acontecendo: “Só mais tarde percebi o quanto aquilo refletia o racismo que tantas pessoas enfrentam todos os dias”, disse.

Hoje, a artista usa essa vivência como combustível para inspirar outras meninas negras que sonham com o sucesso e buscam se ver representadas nas telas: “Naquele momento, o racismo foi me blindando”, contou Alana, emocionada.

E finalizou: “Nunca tive problema de ser negra. Adoro meu cabelo”, garantiu ela, que estreou na novela Verão 90, na TV Globo, em 2019.

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