Especialistas comentam retorno de Natália Deodato à profissão de manicure
A ex-BBB mostrou sua rotina em seu próprio instituto de beleza, onde também dá aulas e mentoria para futuras profissionais da área

A ex-BBB Natália Deodato chamou atenção dos fãs, recentemente, ao mostrar sua rotina trabalhando como manicure, profissão que já exercia antes de participar do reality show da TV Globo.
Nos stories do Instagram, ela comentou que trabalhou em três turnos em seu próprio instituto de beleza, onde além de atuar como manicure, dá mentorias e aulas.

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Ver todas“Lá vai eu atrás da tal sorte. Agora vamos embora trabalhar mais um pouco. Não deu tempo trocar de roupa, de comer, mas faz parte. É a tal da sorte!”, disse Natália.
A decisão
O episódio levantou uma questão que acompanha muitas pessoas que experimentam períodos intensos de exposição: voltar à antiga ocupação significa que a fama “não deu certo”?
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesPara Juliana Dandrade, especialista em gestão, essa interpretação está relacionada à expectativa de que uma pessoa famosa precisa manter permanentemente o mesmo padrão de visibilidade e de oportunidades.
“Existe uma ideia de que, depois que alguém alcança a fama, sua trajetória precisa continuar obrigatoriamente em uma linha ascendente. Só que visibilidade não é sinônimo de estabilidade profissional ou financeira. Retomar uma atividade que a pessoa conhece, domina e consegue transformar em renda pode ser uma escolha extremamente estratégica. Não significa apagar o que foi conquistado, mas utilizar diferentes competências para construir uma carreira mais sustentável”, explicou.
Perda de status?
O próprio julgamento social pode ser um dos obstáculos desse retorno. Depois de ser reconhecido nas ruas, participar de eventos e conquistar espaço nas redes sociais, voltar a uma atividade associada à vida anterior à fama pode ser interpretado equivocadamente como perda de status.
Segundo Rogério Babler, especialista em liderança e comportamento humano, é justamente nesse momento que a capacidade de adaptação ganha importância.
“A exposição pública pode provocar uma mudança muito rápida na maneira como a pessoa é vista e também na forma como ela passa a enxergar a própria trajetória. Quando essa visibilidade diminui, existe um processo de adaptação”, afirmou.
Entendendo a situação atual
Ainda de acordo com o especialista, é preciso separar identidade de status e compreender que uma fase de grande exposição não invalida as competências construídas anteriormente: “Retomar uma atividade que a pessoa domina pode ser uma decisão racional e estratégica, e não um sinal de fracasso”, observou.
Para Juliana Dandrade, também é necessário desconstruir a ideia de que sucesso profissional significa nunca voltar a uma etapa anterior da carreira.
“Existe uma diferença entre status e trabalho. Voltar a exercer uma profissão anterior não significa necessariamente voltar para trás. Se aquela habilidade continua gerando renda, oportunidades e autonomia, ela permanece sendo um ativo profissional. O importante é que a decisão faça sentido para a realidade e para os objetivos daquela pessoa, e não para a expectativa criada pelo público”, destacou.
Reconstruindo a carreira
Rogério Babler acrescentou ainda que trajetórias profissionais raramente seguem uma linha contínua. Mudanças de rota, períodos de maior ou menor exposição e recomeços fazem parte da construção de uma carreira.
“Adaptar-se não é retroceder. A capacidade de reconhecer o cenário, aproveitar habilidades que continuam relevantes e tomar decisões sem permanecer preso à expectativa dos outros demonstra flexibilidade comportamental. A fama pode abrir portas, mas não oferece necessariamente previsibilidade. Construir alternativas profissionais é também uma forma de preservar autonomia”, concluiu.


















