
Fábia OliveiraColunas

Entenda os sinais do câncer cerebral, doença que afetou Oscar Schmidt
O ex-atleta Oscar Schmidt lutou por mais de 15 contra um tumor cerebral; conheça a importância do diagnóstico e os principais sintomas
atualizado
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O Brasil se despediu, nesta sexta-feira (17/4), do ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, conhecido como “Mão Santa”. O ex-atleta, um dos maiores ídolos do esporte nacional, morreu aos 68 anos. Ele lutou por mais de uma década contra um tumor cerebral e não resistiu após passar mal e ser levado às pressas ao hospital.
“Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida”, disse a equipe do famoso.
Segundo a Prefeitura de Santana de Parnaíba, o ex-jogador de basquete Oscar Schmidt chegou ao hospital já sem vida após sofrer uma parada cardiorrespiratória. Ele foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, mas deu entrada na unidade sem sinais vitais.
Tema delicado
O caso de Oscar Schmidt reacendeu um tema delicado e ainda cercado de dúvidas: o câncer de cérebro, uma doença que, muitas vezes, evolui de forma silenciosa e só é descoberta em estágios mais avançados.
Especialistas ouvidos pela coluna destacaram que os tumores cerebrais podem se manifestar de diferentes formas, dependendo da localização e do tipo da lesão, o que pode dificultar o diagnóstico precoce. De acordo com o neurocirurgião Wilson Faglioni Jr., membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, os sinais iniciais nem sempre são claros.
“Os tumores cerebrais podem apresentar sintomas variados, como dores de cabeça persistentes, alterações visuais, convulsões, perda de força em membros e até mudanças de comportamento. Muitas vezes, esses sinais são confundidos com outras condições, o que pode atrasar a investigação adequada”, explicou.
Segundo ele, a atenção aos sintomas progressivos é fundamental. “O que chama atenção, do ponto de vista médico, é a evolução desses sintomas. Quando há piora progressiva, especialmente associada a déficits neurológicos, é essencial buscar avaliação especializada e exames de imagem”, alertou.
Avanços
O médico também destacou que nem todos os tumores são iguais. “Existem tumores benignos e malignos, além de diferentes graus de agressividade. O tratamento depende de uma série de fatores, como localização, tamanho e condição clínica do paciente. Pode envolver cirurgia, radioterapia e quimioterapia, muitas vezes de forma combinada”, afirmou.
Já o neurocirurgião Eduardo Quaggio reforçou que os avanços da medicina têm ampliado as possibilidades terapêuticas. “Hoje contamos com técnicas cirúrgicas cada vez mais precisas e minimamente invasivas, além de tratamentos complementares que aumentam a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes”, disse.
Apesar disso, o diagnóstico precoce ainda é um dos maiores desafios. “Quanto mais cedo identificamos a doença, maiores são as chances de controle e melhores são os resultados do tratamento. Por isso, sintomas neurológicos persistentes nunca devem ser ignorados”, completou.














