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Fábia Oliveira

Defesa afirma que Oruam não vai se entregar após ordem de prisão

Rapper é considerado foragido após decisão do STJ e não foi localizado em buscas da Polícia Civil

04/02/2026 14:57, atualizado 04/02/2026 17:04
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Reprodução/Redes sociais.
Defesa afirma que Oruam não vai se entregar após ordem de prisão

O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam, não deve se apresentar à Justiça nos próximos dias após ter novo pedido de prisão decretado.

A informação foi confirmada pela defesa do artista, que foi procurada pela reportagem da Band após a revogação das medidas cautelares que haviam substituído a prisão preventiva.

Entenda a decisão

A decisão partiu do ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça, que rejeitou um recurso em habeas corpus apresentado em favor do músico. Com isso, deixou de valer a liminar que permitia o cumprimento de medidas alternativas à prisão, adotadas anteriormente em razão do uso de tornozeleira eletrônica.

Na terça-feira (3/2), agentes da Polícia Civil cumpriram mandados de busca em locais associados ao rapper, incluindo sua residência, no bairro da Freguesia, na zona sudoeste do Rio de Janeiro. Apesar das diligências, Oruam não foi encontrado. Diante disso, ele passou a ser considerado foragido pelas autoridades.

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Oruam foi indiciado pelos crimes de lavagem de dinheiro e envolvimento com o Comando Vermelho (CV), além de tentativa de homicídio contra policiais civis do Rio de Janeiro
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Oruam foi indiciado pelos crimes de lavagem de dinheiro e envolvimento com o Comando Vermelho (CV), além de tentativa de homicídio contra policiais civis do Rio de Janeiro
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Descumprimento das medidas cautelares

No processo, a juíza Tula Melo apontou uma série de descumprimentos das condições impostas pela Justiça. Entre eles, falhas frequentes no monitoramento eletrônico e registros de deslocamentos durante a madrugada, período em que o artista deveria permanecer em recolhimento domiciliar. As informações foram reveladas com exclusividade pela coluna.

Os relatórios também indicaram longos intervalos sem qualquer sinal emitido pela tornozeleira. A defesa sustenta que os problemas teriam ocorrido por uma falha técnica no equipamento, alegando que a tornozeleira não estaria carregando adequadamente.

No entanto, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária informou à Justiça que o dispositivo apresentava funcionamento regular e não havia indícios de defeito.

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