
Fábia OliveiraColunas

Claudia Raia recorda atitude após tentativa de abuso na adolescência
Em entrevista recente, a atriz desabafou sobre o ataque que sofreu, aos 13 anos, por parte de um coreógrafo, que a estava hospedando
atualizado
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Claudia Raia foi vítima de uma tentativa de abuso aos 13 anos. A revelação foi feita pela própria atriz, em entrevista recente. No bate-papo, ela recordou que estava hospedada na casa de um coreógrafo nos Estados Unidos, considerado de confiança pela família, quando ele a atacou.
“Eu era muito nova, eu tinha 13 anos, muito nova mesmo, e fui assediada pela pessoa que estava me recebendo na casa dele. E um dia, domingo, a mulher dele tinha saído pra passear com a neném deles, e ele veio conversar comigo como é que tinha sido a semana, de aulas e tudo”, começou ela, durante sua participação no programa Dona da Casa, da rádio portuguesa Antena 3.
Mais detalhes
Em seguida, ela deu mais detalhes do caso: “E nós, bailarinos, a gente tem uma coisa muito física, um bota a mão na perna do outro, é muito livre, né? Então ele botou a mão na minha perna, eu estava de camisola, como se fosse um tio meu, sabe? E aí essa mão foi subindo, foi subindo aqui, pro meio da minha perna”, contou, antes de completar:
“Aquilo me chamou atenção, eu já olhei em volta, porque minha mãe sempre disse, se alguém te tocar sem que você queira, pegue o que tiver do seu lado e jogue na cabeça da pessoa. Não permita nunca que isso aconteça”, disse.
A reação
Logo depois, Claudia Raia lembrou como reagiu: “E eu olhei, do lado tinha uma coruja de cristal. Eu falei: ‘É a coruja. Se ele avançar, é a coruja’. Ele avançou. E eu dei a coruja na cabeça dele, ele desmaiou, abriu a cabeça. Veio com a mão por dentro da minha perna e veio para cima de mim. E eu joguei a coruja na cabeça dele. Achei que eu tinha matado ele. Imagina, com a cabeça aberta, sangrando”, relatou.
E continuou contando: “Eu peguei minha mala, coloquei o que eu vi na frente de roupa e saí com a camisola e com o trench coat [um tipo de casaco comprido]. Em pânico, na rua, no Harlem, sem ter para onde ir”, revelou.
Contato com o agressor
Questionada se reencontrou o seu quase agressor, ela comentou: “Nunca mais [encontrei]. Na verdade, ele morreu agora, faz uns dois anos. Encontrei o filho dele, que é a cara dele, que é um grande sapateador”, observou.
E finalizou: “Eu também sapateio. E nós éramos padrinhos de um concurso de sapateado, um campeonato de sapateado que tem no Brasil. Ele era o padrinho, eu era a madrinha, foi quando eu encontrei com ele. Mas eu fiquei toda gelada quando o vi, porque ele era a cara dele”, encerrou.












