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Fábia Oliveira

Caso Malévola: Egito pode ser destino perigoso para pessoas LGBTQIA+

Após a influenciadora Malévola Alves ser detida no Egito, especialista fala sobre os perigos do país para mulheres e pessoas LGBTQIA+

20/10/2026 19:21
Reprodução/Redes sociais
Caso Malévola: Egito pode ser destino perigoso para pessoas LGBTQIA+

A influenciadora Malévola Alves relatou momentos tensos durante uma viagem ao Egito. Nas redes, ela afirmou que foi levada à uma delegacia em Alexandria e que teve o passaporte retido pelas autoridades locais. O caso acendeu um alerta para os perigos que cercam as mulheres e pessoas da comunidade LGBTQIA+ no país do continente africano.

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Entenda

O turismólogo Vitor Vianna deu detalhes sobre essa preocupação: “É um destino extraordinário, mas que exige cuidados que não podem ser ignorados, principalmente quando falamos de mulheres viajando sozinhas e, de maneira ainda mais sensível, de mulheres trans e pessoas LGBTQIA+”, afirmou o especialista.

Ainda de acordo com o profissional, o caso envolvendo Malévola só reforça os riscos que as pessoas da comunidade LGBTQIA+ correm no Egito. “Uma coisa é conhecer o Egito turístico, cercado pela estrutura de hotéis, receptivos, guias e passeios organizados. Outra coisa é acreditar que essa experiência representa necessariamente a realidade do país inteiro.”

“Vejo muitas festas e raves sendo divulgadas no Egito, inclusive grandes eventos tendo as Pirâmides como cenário, e isso pode passar para quem está assistindo de fora uma sensação de liberdade que não necessariamente corresponde às regras e aos costumes que o viajante encontrará no cotidiano. É justamente aí que mora o perigo da romantização”, informou.

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Malévola Alves
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Malévola Alves e Maya Massafera
O turismólogo Vitor Vianna
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Recomendações

Segundo Vianna, a existência desses tipos de eventos não significa que uma mulher ou uma pessoa LGBTQIA+ terá no país a mesma liberdade e a mesma segurança que encontra em determinados destinos da Europa ou das Américas.

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“Minha recomendação sempre foi muito clara: principalmente para uma mulher viajando sozinha, e ainda mais para uma mulher trans, o Egito não é um destino em que eu aconselharia improvisar. Eu recomendo contratar uma agência receptiva séria, com referências, ter os traslados previamente organizados e fazer os principais deslocamentos e passeios com profissionais locais”, completou.

O especialista também recomenda que turistas não realizem passeios desacompanhados, evitem aceitar convites de desconhecidos ou se coloquem em situações sobre as quais a pessoa não tem informações suficientes.

“Turismo também é conhecer culturas diferentes da nossa. O que eu digo há anos é: vá informado. Existem destinos nos quais podemos ter uma postura mais espontânea e existem outros que exigem planejamento, atenção às leis e aos costumes locais e uma estrutura maior de segurança. Para mulheres trans, esse cuidado precisa ser redobrado”, afirmou Vianna.