
Fábia OliveiraColunas

Caso de Ana Castela chama atenção para alergias causadas por pets
Alergista explica por que algumas pessoas desenvolvem reações após contato com gatos e quais cuidados ajudam a controlar o problema
atualizado
Compartilhar notícia

Ana Castela surpreendeu os fãs ao aparecer com o rosto marcado por vermelhidão e irritações após apresentar uma reação alérgica relacionada ao gato que adotou recentemente. O episódio reacendeu o debate sobre alergias provocadas por animais domésticos, condição que afeta milhares de pessoas e pode surgir mesmo em quem nunca teve sintomas antes.
Segundo a alergista e imunologista Brianna Nicoletti, as reações não acontecem exatamente por causa dos pelos dos gatos, como muita gente acredita. O principal gatilho está em proteínas liberadas pela saliva, pele e secreções do animal.
“Essas partículas acabam se espalhando pela casa e entram em contato com a pele e as vias respiratórias. Dependendo da sensibilidade da pessoa, o organismo reage de maneira intensa”, explicou a especialista à coluna Fábia Oliveira.
Os sintomas podem incluir coceira, placas vermelhas, inchaço, irritação nos olhos, espirros frequentes e congestão nasal. Em situações mais delicadas, pessoas com predisposição podem apresentar crises respiratórias e agravamento de quadros de rinite e asma.
Brianna destaca que é comum a alergia aparecer apenas após uma convivência mais próxima e contínua com o pet: “O corpo pode desenvolver sensibilização ao longo do tempo. Muitas vezes, a pessoa acredita que nunca teve alergia, mas passa a apresentar sintomas depois de uma exposição mais frequente”, disse.
Apesar do susto, a médica afirma que, na maioria das situações, é possível continuar convivendo com o animal adotando alguns cuidados simples no dia a dia. Entre as principais orientações estão manter os ambientes ventilados, higienizar tecidos com frequência, evitar acúmulo de pelos e investir na limpeza regular da casa.
“Hoje existem recursos que ajudam bastante no controle das alergias, inclusive tratamentos específicos e acompanhamento médico adequado para reduzir os sintomas”, afirmou.
A especialista também alerta para o risco da automedicação. Reações na pele, inchaços e dificuldade para respirar devem sempre ser avaliados por um profissional, principalmente quando os sintomas aparecem de forma repentina ou intensa.












