
Fábia OliveiraColunas

Carnavalesco pede demissão da Portela e faz forte desabafo. Leia texto
André Rodrigues usou as redes sociais para anunciar que pediu demissão da Portela após o desfile realizado na noite de domingo (15/2)
atualizado
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O carnavalesco André Rodrigues usou as redes sociais na última segunda-feira (16/2) para anunciar que pediu demissão da Portela após o desfile realizado na noite deste domingo (15/2), na Marquês de Sapucaí. No texto, ele disse que “assumiu responsabilidades além da função” e citou problemas enfrentados durante a passagem da escola pela avenida.
A Portela foi a terceira escola a se apresentar no domingo de Carnaval. No fim da apresentação, uma alegoria quebrou e comprometeu a evolução da escola. A bateria precisou terminar o desfile às pressas para não estourar o tempo de 80 minutos. O desfile deste ano homenageou o Príncipe Custódio, figura histórica ligada às religiões de matriz africana no Rio Grande do Sul.
“Hoje eu, sozinho, decidi me desligar da Portela. Assim como ontem, sozinho, eu me responsabilizei por tanta coisa. Não sou um artista perfeito, mas tenho um compromisso inabalável com a melhor entrega de tudo o que faço. Isso, por diversas vezes, coloca sobre as minhas costas responsabilidades além da minha função. Eu não deveria ser a única pessoa na armação que sabia destravar um carro alegórico para garantir que a Velha Guarda desfilasse, mas eu era e fiz”, começou ele.
Na publicação, o carnavalesco também mencionou ataques nas redes sociais, inclusive com referências à filha, de 4 meses. “No final das contas, eu, praticamente sozinho, nesses anos lidei e lido com a responsabilidade de tudo, e também com ataques contra mim, agora em postagens sobre minha filha”, escreveu.
Leia na íntegra:
“Hoje eu, sozinho, decidi me desligar da Portela.
Assim como ontem, sozinho, eu me responsabilizei por tanta coisa. Não sou um artista perfeito, mas tenho um compromisso inabalável com a melhor entrega de tudo o que faço. Isso, por diversas vezes, coloca sobre as minhas costas responsabilidades além da minha função. Eu não deveria ser a única pessoa na armação que sabia destravar um carro alegórico para garantir que a Velha Guarda desfilasse, mas eu era e fiz.
Além do carro, o dia de ontem mostrou como tenho junto a mim equipes (incluindo voluntárias) que acreditam em mim e no projeto. Mesmo exaustos, diante de tanto caos, se dedicaram em uma única tarde a fazer e refazer seus trabalhos para garantir dignidade ao desfile.
No final das contas, eu, praticamente sozinho, nesses anos lidei e lido com a responsabilidade de tudo, e também com ataques contra mim, agora em postagens sobre minha filha, um bebê de quatro meses. Honestamente, o ódio de internet não me assusta, mas ajuda a repensar prioridades. Quatro meses, tempo em que eu queria ter estado muito mais presente e não estive para garantir que esse carnaval chegasse na avenida de maneira digna.
Amei e amo profundamente a Portela real, sua história e suas pessoas, que me acolheram e me fizeram sentir parte de uma escola de samba.
Agradeço a todos da escola que entenderam a minha dedicação e o meu esforço, principalmente ao meu amigo Junior Escafura que fez do impossível um caminho seguro para se tentar. Deixo o meu carinho especial para a Velha Guarda, com quem eu aprendi tanto e por quem eu lutaria até o fim.
Obrigado, muito obrigado”.
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