Califfa diz que participação no Estrela da Casa não ajudou na carreira
O músico Califfa, terceiro eliminado do Estrela da Casa, da Globo, não esconde seu descontentamento após participação no reality musical

O músico e cantor Califfa, que participou da primeira temporada do reality Estrela da Casa, da Globo, não esconde seu descontentamento com a atração comandada por Ana Clara Lima. O artista, que tem mais de 400 mil ouvintes mensais no Spotify, disse que o programa não entregou o que ele imaginava e que o reality era muito parecido com o BBB.
Em uma conversa exclusiva com a coluna Fabia Oliveira, Califfa avaliou sua participação no Estrela da Casa como “neutra”, ou seja, o programa não ajudou o artista a alcançar um novo público. “Eu já tinha uma vida artística aqui fora e entrei na atração para alavancar minha vida musicalmente, cheguei lá acabou virando mais um reality de convivência do que música”, reclamou o cantor.

Receba no seu email as notícias da coluna Fábia Oliveira
Frequência de envio: Diário
Ver todasMuita convivência, pouca música
O carioca de 31 anos foi o terceiro eliminado do reality musical da Globo, que neste ano ganhará uma segunda temporada – e deve passar por uma série de mudanças. “Não tive tempo de mostrar quem eu era de fato – e fui procurando isso. Acho que o declínio foi isso, ser muito o BBB”, comentou Califfa.
“Fui lá atrás de música e não encontrei música. Diversas vezes não quis muito fazer algumas coisas pra não prejudicar minha carreira. Não participaria novamente de algo desse tipo não”, sacramentou.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesDe acordo com o músico, o incômodo começou já no pré-confinamento. “A gente não sabia que ia ficar confinado igual o pessoal do BBB… Mas quando aconteceu, foi uma merda. Ficar sete dias dentro de um quarto de hotel, tudo trancado”, lamentou o carioca.
Não ajudou
Califfa afirmou que chega a ser reconhecido na rua por sua participação na atração, mas que o reality não trouxe benefícios de fato à sua carreira. “O que rendeu de bom é que as pessoas me reconhecem, mas fora isso, eu que faço minha própria correria. Se não fossem meus parceiros, não saberia como seria. Alguns participantes chegaram a entrar em depressão depois do programa”, disse.
Questionado se o programa acaba privilegiando artistas de segmentos mais consumidos pelos brasileiros, como sertanejo e pop, Califfa preferiu fugir de polêmicas. “Sou um artista negro que canta música negra urbana… A música sertaneja e a pop acaba tendo uma repercussão maior”, disse.
Ele, porém, afirmou que foi cobrado de maneira diferente pelo público dentro da atração. “E certas coisas aconteceram no programa que não tiveram a mesma cobrança. Matheus era um cara altamente doentio nas palavras com as pessoas, mas não aconteceu nada com ele, tanto que foi vice-campeão”, apontou.
















