
Fábia OliveiraColunas

Caio Blat diz não receber por Beleza Fatal na Band: “Nenhum direito”
O ator Caio Blat criticou a plataforma Max, criadora de Beleza Fatal, e disse não receber nenhum centavo com a novela na TV aberta
atualizado
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A Band estreou nesta segunda-feira (10/3) a novela Beleza Fatal, uma produção originalmente exibida no streaming Max. Com nomes de peso no elenco, como Camila pitanga, Vanessa Giácomo e Giovana Antonelli, o folhetim vem gerando polêmica. O ator Caio Blat criticou a plataforma e afirmou que não recebe nenhum centavo com a exibição da obra na televisão aberta. “A gente não tem nenhum direito, nenhuma participação sobre isso”, reclamou.
Cobrou direitos
O ator falou sobre o assunto em entrevista ao programa DR com Demori, que vai ao ar nesta terça-feira (11/3), às 23h, na TV Brasil. Caio Blat afirmou que a Max detém todos os direitos da novela e que pode negociá-los sem que os atores envolvidos na novela recebam uma participação. O famoso cobrou ainda uma lei sobre os chamados direitos conexos, que são os direitos de quem participa da criação de uma obra artística ou literária, mas não é o autor.
Caio Blat detalhou sua insatisfação durante a entrevista. “Beleza Fatal é uma das primeiras novelas nesse novo formato mais dinâmico do streaming. Faz um sucesso gigantesco. São 40 episódios. Dirigi até algumas cenas. É uma superprodução. Conseguiu pegar grandes atores consagrados que o público conhecia, confia e gosta do trabalho”, começou.
“Fizemos a novela para a Max para abrir um novo campo de mercado. Imediatamente a novela foi vendida para uma emissora de TV aberta. A gente ficou feliz porque quer que ela chegue ao maior público possível, mas a gente não tem nenhum direito, nenhuma participação sobre isso. Trabalhamos para o streaming por um valor, para aqueles assinantes. Agora eles negociam, os direitos todos são deles. Podem revender e reprisar”, reforçou.
“Não temos direitos garantidos”
Caio Blat seguiu sua explicação e disse que não recebe nenhum centavo por conta dos seus direitos de imagem. “Os atores acabam ficando para trás nessas mudanças de tecnologia. Sem ser no teatro, o ator é peão do sistema de mídia. Nós não temos direitos garantidos. Não temos uma lei sobre os direitos conexos. Não tenho direito sobre minhas imagens”, lamentou.
“Qualquer novela ou filme que já fiz pode ser colocado no streaming sem me comunicar, nem me pagar. Os atores não recebem pelos filmes disponíveis nas plataformas e as empresas de streaming vendendo assinaturas… Só existe direito autoral para o autor da novela e para o diretor. Os atores só têm os direitos conexos. A nossa imagem, voz e interpretação está presa ali. Só que não existe lei no Brasil de direitos conexos como no México, na Argentina, na Espanha e em Portugal”, encerrou.
Vale lembrar que em julho de 2024, o Sated-RJ (Sindicato dos Artistas e Técnicos do Entretenimento do Rio de Janeiro) entrou com uma ação contra a Globo e a Record por conta dos direitos de recebimento por parte dos atores por conta da exibição de reprises de novelas. Na ocasião, a Globo afirmou “efetuar todos os pagamentos referentes aos direitos autorais e conexos devidos” a autores, diretores e atores.











