Autor de Família É Tudo fala sobre nova novela e escolha de elenco. Veja vídeo
Daniel Ortiz conversou com a coluna, com exclusividade, durante o Rock In Rio Lisboa e falou sobre novelas verticais, críticas e remakes
Daniel Ortiz já está preparando sua nova novela para a TV Globo, que vai ter como principal cenário o Brás, em São Paulo, e estreia no dia 8 de março do ano que vem. Durante sua participação no Rock In Rio Lisboa, o autor de Família É Tudo conversou com a coluna Fábia Oliveira, com exclusividade, falou sobre a escalação do elenco, novelas verticais, críticas que recebe e remakes.
Apesar de não ter elenco definido ainda, o escritor falou sobre a participação de veteranos na trama: “Quero trazer umas duas pessoas, mas como ainda é cedo, a escalação é em agosto ou setembro, não dá pra falar nada. É muito cedo, tem que ver agenda desse povo todo. Hoje em dia é muito difícil escalar, está todo mundo com projetos”, contou.
Questionado sobre artistas que faz questão de ter em suas novelas, ele relatou: “Tem aqueles que são meus pés-de-coelho, como Grace Gianoukas. Sempre trato de fazer algum personagem pra ela porque é maravilhosa, trabalhou comigo muitas vezes. Outro é o Marcelo Médici”, relatou.
Artistas no streaming
Ainda durante o bate-papo, Daniel Ortiz, que também escreveu Salve-se Quem Puder, Haja Coração e Alto Astral, opinou se os projetos nos streamings tem atrapalhado a escolha dos artistas.
“A Globo não tem aquele quadro enorme de atores como tinha antigamente. Os atores que eram contratados, obviamente, davam prioridade pra Globo. Agora, não são mais contratados e estão sempre procurando trabalho. E, às vezes, um convite pra uma novela chega um mês antes de começar a gravar e ele não tem agenda. É muito complicado”, afirmou.
Ele ainda comentou sobre as queixas do atores sobre a falta de preparos e workshops para os personagens: “Ainda tem, depende muito da novela. As de época, geralmente, tem uma preparação. O problema é que alguns atores assinam semanas antes de começar a gravar. Então, realmente é difícil ter uma preparação”, disse.
Novelas verticais
Em seguida, o escritor falou sobre as novelas verticais: “É um novo formato, já deu pra ver que tem público pra isso e a Globo tá fazendo isso superbem. Sou super a favor. Até prefiro, futuramente, fazer novela vertical do que 200 capítulos (risos)”, pontuou, antes de completar:
“Não deve pagar tão bem, mas pelo menos não tem o cansaço físico e mental. Eu termino destruído. Você fica isolado, de domingo a domingo, 14 horas por dia, não vê família, amigos durante 10 meses. Quando você termina, tem que se reajustar, tá meio fora de órbita. Sei que tem autores que levam de boa isso, eu sou daqueles que sofrem mais”, desabafou.
Remakes e personagens da vida real
Logo depois, o autor comentou sobre os remakes: “Eu já fiz um de Sassaricando, a Haja Coração. Eu acho ótimo. Lógico, não dá pra fazer remake atrás de remake porque você tem que criar novas histórias. Um remake de vez em quando, pontual, acho válido”, analisou.
Questionado sobre suas inspirações na vida real para criar personagens, ele relatou: “Uma coisa que gosto de tratar em quase todas as novelas é sobre saúde mental”, detalhou.
E recordou alguns exemplos: “Na última, Salve-se Quem Puder, tinha um personagem com Alzheimer, o avó da Deborah Secco. Em Família É Tudo tinha a Lucy Ramos, que fazia a Paulina, que era viciada em estimulantes e agora quero fazer agluma outra coisa, ainda mais nos dias de hoje com redes sociais, as pessoas estão ficando doentes”, observou.
No fim, Daniel Ortiz revelou como se blinda contra as críticas na web: “Eu não leio comentários. E, quando houver a estreia, eu bloqueio todos os sites de televisão porque, primeiro, tenho vontade de querer ver e você perde muito tempo com aquilo, tem que focar muito. Então, não vejo e peço para os meus amigos e diretores para não me passarem nada pra não ter interferência”, encerrou.

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