Ator de Arcanjo Renegado tem casa atingida por tiros na Maré
Marcos Henrique Jr., conhecido como Russão, mostrou os danos provocados pelos disparos durante a operação policial

O ator Marcos Henrique Jr., conhecido como Russão, viveu momentos de tensão durante a operação policial realizada no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (28/9).
Morador da região, ele mostrou nas redes sociais os estragos provocados pelos disparos e revelou que a própria residência foi atingida.
Tiros atingiram a casa
Ao abrir a janela do quarto após o confronto, Marcos percebeu que uma das balas havia atravessado a grade e atingido a estrutura da janela. O ator contou que encontrou marcas de pelo menos cinco tiros na casa e relatou ainda a presença de sangue próximo ao imóvel.
“Olha o livramento. Agora que eu tô vendo, fui abrir a janela do meu quarto e olha onde que pegou um tiro. Olha o que a bala fez com a grade, perfurou a minha janela. Olha pessoal que gosta de colocar a cara na janela quando ouve um tiro”, destaca.
Segundo Marcos, a movimentação começou durante a madrugada e impediu que os moradores da região descansassem. “Ninguém dormiu aqui na Maré, a operação começou à 1h15. Minha casa tem marca de pelo menos 5 tiros, fora o rastro de sangue, porque uma pessoa foi a óbito ali. Muito tiro, foi horrível”, declarou.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesOperação mobilizou 200 agentes
A operação foi realizada em quatro comunidades da Maré, entre elas Vila do João, Morro do Timbau e Baixa do Sapateiro. Cerca de 200 agentes participaram da ação, que teve barricadas incendiadas por criminosos.
Três homens haviam morrido e outras 13 pessoas tinham sido baleadas, entre elas um adolescente de 15 anos e um policial militar. Um menino de 12 anos também ficou ferido por estilhaços de uma granada que, segundo moradores, teria sido lançada por traficantes contra os agentes.
De acordo com a Polícia Militar, a operação teve como finalidade enfrentar a atuação de grupos ligados ao tráfico de drogas e impedir a circulação de armamentos nas comunidades do Terceiro Comando Puro (TCP). Ao todo, sete pessoas foram presas durante a ação.




